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Após cobrança de Malafaia, Damares divulga lista de igrejas e pastores investigados na CPMI do INSS

A senadora Damares Alves revelou a lista de igrejas e pastores investigados pela CPMI do INSS, após críticas do pastor Silas Malafaia

Avatar De Ana CarolineAna CarolinePolítica16/01/2026 às 13:08

Após Cobrança De Malafaia, Damares Divulga Lista De Igrejas E Pastores Investigados Na Cpmi Do Inss
Foto: Divulgação / Agência Senado - Edilson Rodrigues

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) tornou pública a lista de igrejas e pastores citados na CPMI do INSS, comissão que investiga fraudes envolvendo aposentadorias e empréstimos consignados.

A divulgação foi feita após a parlamentar receber duras críticas do pastor Silas Malafaia, que a acusou de generalizar as denúncias sem citar nomes. Em entrevista recente, Damares já havia declarado que “grandes igrejas” e “pastores de destaque” estavam sendo identificados nos esquemas.

Segundo ela, desde o início dos trabalhos, a comissão enfrenta pressões de grupos religiosos que tentam dificultar as investigações, devido ao envolvimento de lideranças evangélicas.

A senadora afirmou que seu papel na CPMI é técnico e pautado por documentos públicos já analisados e aprovados pelos parlamentares que integram o colegiado.

Igrejas e pastores listados pela CPMI

No comunicado divulgado nas redes sociais, Damares listou os alvos que já constam nos documentos da comissão.

As instituições e líderes religiosos mencionados enfrentam diferentes medidas investigativas:

  • Adoração Church — pedido de quebra de sigilo
  • Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo — pedido de quebra de sigilo
  • Ministério Deus é Fiel Church — pedido de quebra de sigilo
  • Igreja Evangélica Campo de Anatote — pedido de quebra de sigilo

Pastores envolvidos:

  • Cesar Belucci — convidado a depor na CPMI
  • André Machado Valadão — convidado e alvo de quebra de sigilo
  • Péricles Albino Gonçalves — convidado a depor na CPMI
  • Fabiano Campos Zettel — convidado a depor na CPMI
  • André Fernandes — convidado a depor na CPMI

Damares reforça dever constitucional da CPMI

Em nota, a senadora afirmou que apresentar os nomes é parte do compromisso com a transparência e a responsabilidade institucional.

“A eventual participação de líderes religiosos em esquemas de fraude causa profunda tristeza, mas a CPMI tem a obrigação de apurar os fatos com base documental e imparcialidade”, declarou.

Ela também reiterou que foi autora do requerimento que deu origem à CPMI, instalada em 2025, e que atua como membro titular desde o início das investigações.

Malafaia responde com acusações

A resposta de Silas Malafaia veio logo após a entrevista de Damares ao SBT News, na qual ela mencionou a existência de pressões externas e internos para que não se investigassem determinadas igrejas.

“O tempo todo tentam atrapalhar as investigações. Quando falamos de um grande pastor, vem a comunidade: ‘não investiguem, os fiéis vão se entristecer’”, disse Damares na ocasião.

Em reação, Malafaia gravou vídeos nas redes sociais, acusando a senadora de “generalizar” e de atacar a imagem da igreja evangélica.

“Ou a senhora dá os nomes, ou é uma leviana linguaruda. Se não tem os nomes, cale a boca. Se tem, denuncie para o bem da igreja evangélica”, disparou o pastor.

CPMI pode ser prorrogada por mais 60 dias

O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), adiantou que o prazo de encerramento da CPMI, previsto para março, poderá ser ampliado.

Ele propôs uma prorrogação de 60 dias para aprofundar a análise dos dados e ouvir novas testemunhas.

“Diante da dimensão nacional e da profundidade desse esquema, é indispensável a prorrogação da CPMI por mais 60 dias”,justificou.

Durante o ano passado, a comissão realizou 28 sessões e ouviu 26 testemunhas, entre elas os ex-ministros Carlos Lupi e Onyx Lorenzoni. O colegiado também analisou cerca de 4.800 documentos e identificou 108 empresas suspeitas de envolvimento no esquema.

Medidas esperadas no relatório final

Entre as conclusões preliminares que devem ser formalizadas no relatório final, está a solicitação ao STF da suspensão imediata de quase 2 milhões de contratos de empréstimo consignado, considerados suspeitos.

Os parlamentares pretendem também rastrear patrimônio oculto, apurar responsabilidades individuais e buscar reparações às vítimas.

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