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Mauro Cid afirma ter entregue dinheiro das joias a Bolsonaro, relata revista

O coronel Mauro Cid confirmou ter entregue a Bolsonaro o dinheiro obtido com a venda das joias

Avatar De Beatriz CarvalhoBeatriz CarvalhoPolítica15/09/2023 às 11:05 15/09/2023 às 15:22

Mauro Cid Afirma Ter Entregue Dinheiro Das Joias A Bolsonaro, Relata Revista
Foto: Divulgação/ Agencia Brasil/ Lula Marques/ Tânia Rêgo

Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), informou à Polícia Federal que entregou pessoalmente o dinheiro proveniente da venda das joias oficiais a Bolsonaro.

A Veja divulgou essa declaração, obtida por meio dos depoimentos do coronel após seu acordo de delação premiada que resultou em sua libertação em 9 de setembro, após 4 meses de detenção.

Antes de sua libertação, ele deu declarações à Polícia Federal (PF), admitindo sua envolvimento em dois casos sob investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF): a falsificação de cartões de vacinação e a tentativa de comercialização de joias, relógios, canetas e outros presentes recebidos por Bolsonaro de outras nações durante seu mandato como ex-presidente.

No episódio envolvendo a venda das joias, o coronel confessou sua participação na transação de dois relógios de alta gama recebidos pelo ex-presidente, confirmando também que entregou o valor obtido no negócio a Bolsonaro.

“O presidente estava preocupado com a vida financeira. A venda pode ter sido imoral? Pode. Mas a gente achava que não era ilegal” disse Cid em depoimento.

No caso dos cartões de vacinação, Cid admitiu a responsabilidade na tentativa de falsificar os registros do Ministério da Saúde ao criar documentos indicando que ele, sua esposa e filhas tinham recebido as doses contra a Covid-19. Segundo o militar, a intenção era obter um tipo de ‘salvo-conduto’ para eventual proteção em caso de perseguições futuras após o término do governo.

Roteiro golpista

O ex-ajudante de ordens também teve que esclarecer um roteiro de natureza golpista encontrado em seu celular, que mencionava a anulação das eleições do ano passado, uma intervenção no Supremo Tribunal Federal (STF) e a convocação de um novo pleito.

Na delação, conforme divulgado pela revista, Cid declarou que, dada a natureza de suas funções, seu telefone recebia inúmeras mensagens sobre variados temas e mais de uma pessoa lhe enviou planos extravagantes.

“Eu recebia um monte de besteira nesse sentido, de gente que defendia intervenção, mas não repassava para o presidente. Qual o valor daquele texto encontrado no meu celular?”, disse.

O coronel está agora sujeito a uma série de condições, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, permanecer em casa durante a noite e nos fins de semana, bem como comparecer semanalmente ao tribunal em Brasília.

A Polícia Federal não faz comentários sobre investigações em curso. O Correio buscou a defesa de Mauro Cid e Jair Bolsonaro, mas não recebeu resposta.

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