O presidente argentino Javier Milei propôs aumentar a jornada de trabalho para até 12 horas diárias, destacando um contraste com a carga horária

A proposta do presidente argentino Javier Milei de ampliar a jornada de trabalho de 8 para até 12 horas diárias reacendeu o debate sobre o excesso de carga horária na América Latina.
De acordo com um levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), diversos países da região — incluindo o Brasil — já registram jornadas médias superiores à da Argentina.
Segundo os dados da OIT, o Paraguai ocupa a primeira posição na América do Sul, com uma média de 41,6 horas semanais. Em seguida, aparecem o Chile (39,4), o Brasil (38,9), o Peru (38,5), o Uruguai (36,8) e, logo depois, a Argentina (36,5).
No ranking global, o Brasil figura na 22ª posição entre os países com maior número médio de horas trabalhadas por semana. A lista é liderada pelos Emirados Árabes Unidos, onde a média chega a 50,8 horas semanais.
A proposta de Javier Milei foi apresentada logo após as eleições legislativas de meio de mandato. O presidente defende uma reforma trabalhista que permita jornadas de até 12 horas por dia, alegando que a medida pode contribuir para formalizar o emprego de cerca de 8 milhões de argentinos e facilitar futuras mudanças no sistema tributário.
Segundo o governo, a flexibilização das regras trabalhistas ajudaria a reduzir a informalidade e aumentar a competitividade do país.
No entanto, sindicatos e especialistas alertam para os riscos de exploração e piora nas condições de trabalho, especialmente em um contexto de crise econômica e desemprego crescente.
O relatório da OIT também aponta os países com as jornadas de trabalho mais longas do planeta.
Os Emirados Árabes Unidos aparecem no topo, seguidos por nações asiáticas e africanas, onde as longas horas de trabalho são reflexo de realidades econômicas desafiadoras.
Especialistas da OIT alertam que jornadas muito extensas afetam diretamente a saúde física e mental dos trabalhadores, além de reduzir a produtividade e o bem-estar social. Em contrapartida, países com políticas de equilíbrio entre vida pessoal e profissional apresentam melhores índices de satisfação e desempenho econômico sustentável.
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