Tenente da Rota e irmão de Eloá é baleado na cabeça em São Caetano e passa por cirurgia

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Ronickson Pimentel, primeiro-tenente da Rota e irmão de Eloá Cristina Pimentel, foi baleado na cabeça durante um ataque em São Caetano do Sul e passou por cirurgia. Ele foi socorrido pelo helicóptero Águia da PM, e a polícia investiga os criminosos envolvidos no ataque.
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Ronickson Pimentel, irmão de Eloá Cristina Pimentel e primeiro-tenente da Rota, sofreu um ataque a tiros na cabeça em São Caetano do Sul e precisou ser submetido a uma cirurgia. Desde 2019, ele faz parte da tropa de elite e ganhou destaque nacional ao participar do documentário da Netflix sobre o Caso Eloá, no qual compartilhou o trauma enfrentado por sua família durante o sequestro da irmã.

Na manhã deste sábado (27), em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo, o 1º tenente da Polícia Militar Ronickson Pimentel dos Santos, irmão mais velho de Eloá Cristina Pimentel, foi alvo de um ataque a tiros. Integrante da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), ele foi baleado na cabeça e, após ser socorrido pelo helicóptero Águia da PM, passou por cirurgia.
Ronickson atua no 1º Batalhão de Polícia de Choque e está na Rota desde 2019. Antes de ingressar nesta unidade de elite da Polícia Militar, ele acumulou uma extensa experiência na área de segurança pública.
Ronickson iniciou sua trajetória militar como fuzileiro naval da Marinha do Brasil, onde serviu de 2006 a 2009. Depois, ingressou na Polícia Militar de São Paulo, onde concluiu a formação de oficial na Academia de Polícia Militar do Barro Branco.
Durante sua carreira na PM paulista, ele trabalhou no patrulhamento da Força Tática e, posteriormente, foi incorporado à Rota, reconhecida como uma das unidades de elite da corporação.
Em novembro de 2025, Ronickson participou de uma entrevista para o documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, que foi lançado pela Netflix.
No depoimento, ele recordou os momentos de grande tensão enfrentados pela família durante o sequestro de Eloá Cristina Pimentel, que foi assassinada aos 15 anos pelo ex-namorado Lindemberg Alves, em outubro de 2008.
Ao longo da entrevista, o oficial também expressou críticas à intensa exposição dada ao sequestrador pela mídia televisiva durante a cobertura do caso.
“Ele virou a estrela de tudo aquilo ali, daquele contexto. E aí põe o cara ao vivo para falar o que ele quiser falar?”, afirmou.
Ronickson rememorou a tensão vivida durante as negociações feitas pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate).
“Eu estava com a cabeça a mil. Meu, por que esses caras não entram logo ali? Por que não acaba logo com isso aí?” , relembrou.
Em uma parte diferente do documentário, o policial demonstrou emoção ao abordar os impactos que o crime teve sobre sua família.
“Ele acabou com a minha família. Hoje a gente consegue seguir, mas a ferida fica. Como seria se a Eloá estivesse conhecendo a minha filha?”, declarou.
De acordo com a Polícia Militar, Ronickson foi vítima de um ataque na Avenida Goiás, localizada em São Caetano do Sul.
Dados preliminares indicam que ele estava praticando crossfit quando foi surpreendido por criminosos armados em uma motocicleta, que efetuaram vários tiros antes de escapar do local.
No local do incidente, equipes de resgate realizaram os primeiros socorros, e o oficial foi levado de helicóptero Águia a um hospital na capital paulista, onde foi submetido a uma cirurgia. A polícia continua investigando o caso e realiza diligências para encontrar e prender os responsáveis pelo ataque.
Em 13 de outubro de 2008, Lindemberg Alves invadiu o apartamento de sua ex-namorada, Eloá Cristina Pimentel, localizado em Santo André, após não aceitar o término do relacionamento. O episódio resultou em um sequestro que durou aproximadamente 100 horas e ganhou repercussão nacional.
Durante o período em que manteve as vítimas em cárcere privado, Lindemberg também fez reféns outros três adolescentes. Dois deles foram libertados ainda no primeiro dia do sequestro, enquanto Nayara Rodrigues chegou a sair do apartamento, mas decidiu retornar para colaborar nas negociações com a polícia.
Após vários dias de tentativas frustradas de negociação, as autoridades decidiram invadir o imóvel. Durante a ação, Lindemberg atirou contra as jovens. Eloá foi baleada na cabeça e na virilha, vindo a falecer em decorrência dos ferimentos. Nayara foi atingida no rosto, mas conseguiu sobreviver.
Em fevereiro de 2012, Lindemberg Alves foi condenado a uma pena de 98 anos e 10 meses de prisão, acusado de homicídio qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado e outros crimes relacionados ao caso.
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