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Revoltados com feminicídio, moradores invadem delegacia e ateiam fogo no suspeito

Um homem suspeito de assassinar uma mulher e ferir gravemente sua filha foi atacado e queimado vivo por moradores em Tonantins, Amazonas

Avatar De Beatriz CarvalhoBeatriz CarvalhoNotícias04/08/2025 às 09:30 04/08/2025 às 09:47

Revoltados Com Feminicídio, Moradores Invadem Delegacia E Ateiam Fogo No Suspeito
Foto: Reprodução / X

Um homem, suspeito de ter assassinado uma mulher e de ter causado ferimentos graves na filha dela, foi agredido e queimado vivo por residentes da cidade de Tonantins, localizada no interior do Amazonas. Tanto o crime quanto o ataque ao suspeito aconteceram no sábado (02).

A jovem chegou ferida ao hospital. A Polícia Civil do Amazonas foi acionada depois que uma jovem de 21 anos deu entrada no hospital local apresentando ferimentos de faca na cabeça. Ao se dirigirem à residência da jovem, os policiais se depararam com o corpo da mãe dela, de 44 anos, que estava morta, exibindo lesões semelhantes e sinais de asfixia.

Com o apoio da Polícia Militar, as buscas pelo suspeito foram intensificadas. O homem, de 38 anos, foi localizado escondido em uma área de mata. Ele se entregou às autoridades e foi preso em flagrante.

Durante o transporte do suspeito até a delegacia, a notícia de sua prisão se espalhou rapidamente. Moradores revoltados cercaram a delegacia da cidade. Apesar das tentativas dos policiais de conter a situação, o suspeito foi agredido e queimado até a morte.

A Polícia Civil declarou que tomará todas as medidas legais necessárias para identificar e responsabilizar os envolvidos nas agressões e na invasão à delegacia.

Com o objetivo de evitar novos episódios de violência, a Polícia Militar enviou dez agentes do Batalhão de Choque para Tonantins. Esses agentes permanecerão no município até que a ordem pública seja completamente restabelecida.


Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um deles, denuncie o quanto antes através do número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

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