Em Utah, EUA, a comunidade está chocada com a prisão de Tyler Robinson, suspeito do assassinato do comentarista Charlie Kirk

Na tranquila cidade de Washington, localizada no Estado de Utah, nos Estados Unidos, a rotina foi abruptamente alterada após o assassinato do comentarista conservador Charlie Kirk na última quarta-feira.
Os vizinhos de Tyler Robinson, apontado como o principal suspeito do crime, descrevem a família Robinson como “patriotas” e “uma boa família“.
Tyler Robinson, de 22 anos, está detido desde a última quinta-feira. Ele foi entregue às autoridades por seu próprio pai, após o FBI divulgar imagens que o identificavam como suspeito.
O cotidiano do bairro foi impactado pela prisão. Helicópteros e viaturas de polícia realizam constantes patrulhas, enquanto policiais e jornalistas circulam pelas ruas, buscando informações sobre o assassinato que gerou repercussão tanto nos Estados Unidos quanto internacionalmente.
Moradores afirmam que “o bairro inteiro é muito unido“. Em entrevista à BBC, vizinhos dos Robinson descreveram a família como “ótima, composta por cidadãos comuns“. A avó de um dos entrevistados reforçou que eles são “pessoas muito patriotas“.
“É uma boa família“, declarou o governador de Utah, Spencer Cox, no sábado à CNN. O governador republicano comentou que o suspeito “teve uma infância normal. Todas aquelas coisas que você esperaria que nunca levassem a algo assim. E, infelizmente, levaram“.
Tyler, especificamente, “era um garoto bem quieto“, relatou outra vizinha à BBC. Ela também mencionou que os irmãos mais novos de Tyler participavam mais ativamente de atividades comunitárias e esportivas.
Recentemente, o suspeito morava com Lance Twiggs, 22, com quem teria um relacionamento, segundo a imprensa local. Em depoimento, Twiggs mostrou à polícia mensagens de Robinson no Discord, onde o suspeito falava sobre a “necessidade de recuperar um rifle“.
Os vizinhos ficaram chocados. “Durante todo esse tempo, eu nunca imaginei que estava morando ao lado de alguém capaz de fazer algo assim“, disse uma das pessoas entrevistadas à BBC. “Isso faz você se perguntar: quão próxima eu estou de alguém que poderia fazer algo assim?”
Charlie Kirk foi assassinado na quarta-feira, aos 31 anos. Ele foi alvejado no pescoço durante um evento na Universidade Utah Valley, em Orem, no estado de Utah. O influenciador chegou a ser socorrido, mas não resistiu e faleceu durante uma cirurgia, conforme informou a CBS.
A confirmação da morte foi feita pelo presidente dos EUA, Donald Trump, em sua rede social. “O grande, e até mesmo lendário, Charlie Kirk está morto. Ninguém compreendia o coração da juventude dos Estados Unidos da América melhor do que Charlie. Ele era amado e admirado por TODOS, especialmente por mim“, escreveu Trump.
Antes da prisão de Tyler, dois suspeitos foram detidos e liberados após interrogatório. O diretor do FBI, Kash Patel, confirmou a informação em uma postagem no X. Os dois foram considerados “pessoas de interesse“, mas o FBI concluiu que não tinham qualquer relação com o crime.
O suspeito teria confessado o assassinato ao pai, um veterano da polícia local, após ser reconhecido em fotos divulgadas pelo FBI. O pai manteve Tyler sob custódia com a ajuda de um pastor até a chegada das autoridades.
Tyler Robinson não confessou o crime durante o depoimento. No entanto, vestígios de DNA encontrados na cena do crime correspondem ao DNA dele, conforme declarou Patel hoje.
Trump expressou que “espera a pena de morte” para o caso. “Eles têm pena de morte em Utah e há um ótimo governador lá. Ele é bem favorável à pena de morte neste caso“, afirmou o presidente.
A polícia deve apresentar acusações formais contra Robinson terça-feira (16). Posteriormente, ele deverá comparecer à sua primeira audiência no tribunal.
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