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O que me aconteceu quando fiquei 8 meses sem assistir tv:

O que me aconteceu quando fiquei 8 meses sem assistir a canais abertos e fechados de TV?



Ah, essa foi decisão difícil. Estava passando por um momento onde precisa reduzir custos e como todos sabem, apesar de por vezes não admitirem… gastar dinheiro com TV fechada, já que existem poucas opções de canais abertos, ainda assim é um gasto supérfluo numa sociedade que vive na miséria.

É inegável a sensação de poder que temos ao nos sentar em frente à TV e passar horas passando os canais. Aquela variedade incrível de temas e conteúdos faz até com que a impressão dos botões no controle remoto fique gasta de tanto que o apertamos. Assistir TV é mais do que se conectar ao mundo. É fugir dele também, quando precisamos. Viajar nas histórias dos filmes, aprender a cozinhar pratos mais elaborados, ficar sabendo o que aconteceu do outro lado do mundo e conhecer lugares incríveis sem se levantar do sofá.

Acompanhar notícias, séries, novelas e… Já que é para acompanhar… Uma incrível variedade de reality shows que vão de competições na cozinha ou nos negócios, até uma mansão repleta de desconhecidos que passam a se envolver, e ensinar aos jovens que “beber, cair e levantar” pode ser muito divertido. O apelo sexual é absurdo e de repente desrespeitar o próximo é engraçado.


O que me aconteceu quando decidi que precisava interromper meus gastos com a TV a cabo? Fiquei tranquila! Eu ainda teria a TV aberta, que apesar de ter bem menos conteúdo, ou quase nenhum para ser mais exata, ainda me permitiria acompanhar as famosas novelas globais. Eu continuaria por dentro dos assuntos que acabam se tornando memes na internet e saberia se algo estivesse acontecendo na política ou em qualquer lugar assim que ouvisse aquela musiquinha marcante do plantão da Globo.

Bom… Definitivamente as novelas já não me encantavam há muito tempo. Traições, incestos, desrespeito à liberdade de opinião alheia ao tentarem preencher as mentes dos espectadores com religiões e tabus que deveriam ser abordados de uma forma mais inteligente… Nada disso me motivava a perder meu tempo assistindo novelas. Eu preferia até mesmo assistir às novelas infantis, desenhos animados e programas de culinária com apresentadoras que me faziam acreditar que alguém, em algum lugar, descobrira o elixir da vida.

Foi diante dessa falta absoluta de conteúdo digerível que decidi NÃO TER MAIS TV, aberta ou fechada, em casa. Não foi um posicionamento religioso. Não foi apenas para economizar, visto que a TV aberta ainda me estava disponível. EU DECIDI. Talvez, como um protesto contra a habilidade das emissoras em banalizar o mundo. Ou, simplesmente por decidir que eu deveria e seria a única responsável pelo o que entraria em minha casa.


Nas primeiras semanas me senti um peixe fora d’água ao me reunir com amigos e familiares. Todos tinham algo para comentar sobre as novelas, as novas séries nacionais que começavam a ser exibidas em horários que trabalhadores não conseguiam acompanhar, o novo especial de fim de ano que começava a ser exibido, as tragédias que aconteceram no estado, na cidade ou até mesmo no bairro vizinho que ficou famoso ao ser noticiado.

Uau! Em que mundo eu estava? Eu não sabia as novidades sobre a operação lava-jato, não estava por dentro das prisões de comandantes famosos, nem ao menos sabia quanto haviam encontrado dentro da cueca de algum João Laranja neste Brasil afora. Não me preocupei com o retorno do BBB ou com a mudança de seu apresentador. Não perdi meu tempo tirando sarro das gafes dos jurados de programas que exploram e exumam com os talentos dos outros.

Mas, após 8 meses eu simplesmente notei que enquanto eu poderia falar horas a fio sobre as leituras e estudos que fiz em torno de administração, marketing, globalização, política aplicada, sistematização, civilização, religião… Ou ainda sobre o último romance que eu havia lido e chorado horrores, depois ficado decepcionada ao assistir à dramatização no cinema. As pessoas continuavam definhando diante da TV, com os celulares nas mãos e conectados às redes sociais para comentar o que estavam assistindo.

Eu viajei entre países e mundos diferentes. Fui uma princesa, uma guerreira e até mesmo uma viajante no tempo. Li mais de 30 livros e assisti mais de 10 séries com várias temporadas. Ampliei o conhecimento na minha área profissional e conheci coisas incríveis sobre outras tantas áreas que antes eu desconhecia. Me envolvi mais comigo mesma, com a natureza e com a vida.

Eu ainda podia estar antenada ao que acontecia no mundo. Continuei conectada às redes sociais e por ali mesmo, decidi que no meu feed apareciam apenas postagens sobre os temas que me interessavam e vez ou outra uma notícia. Eu já não era mais corruptível por emissoras que a cada hora mudavam sua comunicação para beneficiar um aliado político diferente. Meu tempo livre passou a me render muito mais conhecimento. Eu deixei de mofar no sofá para ler em parques maravilhosos que espalhados pela cidade, ficam vazios nos horários das novelas. Aprendi artes marciais e também um novo idioma. Comecei a fazer yoga e até mesmo a praticar esportes.

Antes? Antes eu não tinha tempo. Viajava do trabalho para casa e passava minhas noites e fins de semana calcando o dedo no controle remoto em busca de algo tolerável para assistir. Agora, eu sei exatamente o que farei com minhas noites e dias de folga. Entre leituras, séries, filmes e passeios, tenho certeza de que irei me divertir muito mais. Minha TV não suga mais minha vida. Ela me fornece crescimento e sabedoria. Porque agora eu gerencio o conteúdo que será exibido e absorvido por mim.

Faça um teste, desligue sua TV e vá ler um livro. Esqueça o BBB e assista a uma série que vá além de tiros e guerras. Vamos lá! Pegue o pano e limpe todo o sangue e a escuridão que tem chegado em sua casa pela TV nos últimos anos. Seja dono da sua TV. Assine ao Netflix e esqueça todo esse lixo que é empurrado para dentro da sua casa sem o seu consentimento. Mas, que fica por ali porque foi criado para reter sua atenção e roubar o tempo que você tem para viver.

Fica a dica 😉

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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