“Há muitos momentos da vida em que o silêncio é a resposta mais sábia que nós podemos dar a alguém” (pe. Fábio de Melo)

Muitas vezes, o melhor a fazer é apenas silenciar. Poderosa reflexão do Padre Fábio de Melo!



Seria muito bom se todos tivessem o mínimo de bom senso e sabedoria nos relacionamentos com aqueles ao seu redor, mas infelizmente é mais comum encontrarmos pessoas ignorantes e maldosas do que bons companheiros, que chegam em nossas vidas com intenções positivas.

Quando somos provocados ou feridos por alguém, nossa primeira reação pode ser querer devolver na mesma moeda, porque lidar com pessoas que estão constantemente querendo nos colocar para baixo ou nos desmotivar é extremamente cansativo, ainda mais quando, em nosso ponto de vista, nunca fizemos nada para merecer esse tipo de comportamento.

No entanto, conforme vivemos e ganhamos maturidade, nossas percepções a respeito dessas pessoas mudam. Aprendemos que quando se trata de pessoas ignorantes, o melhor que fazemos não é buscar discussões ou nenhum tipo de vingança, mas estar em silêncio.


As atitudes delas são planejadas, exatamente com a intenção de nos desestabilizar, e todas as vezes em que sequer pensamos em algum tipo de vingança, elas já conquistaram o seu objetivo, porque ainda que não coloquemos nada em prática, já perturbamos a nossa paz interior.

Não podemos permitir que coisas como essa exerçam uma influência tão grande em nossas vidas.

Temos tantas coisas para planejar, objetivos para conquistar, pessoas para amar… não vale a pena desperdiçar tempo com coisas bobas e pessoas tolas.

O Padre Fábio de Melo tem uma mensagem muito reflexiva, que fala exatamente sobre o valor do silêncio quando lidamos com pessoas ignorantes. Ela se chama Silêncios e Palavras:


Na palavra, a comunicação se realiza. No silêncio, ela se completa. Pois a compreensão se concretiza a partir do silêncio. Há poder em ambos e a sabedoria é usar bem esses dois tempos da comunicação.

Dentro de uma composição as pausas são tão importantes quanto os sons. Uma boa orquestra é aquela que executa bem as dinâmicas das pausas e das continuidades. Mesmo no silêncio da pausa a canção continua.

Não diga as coisas com pressa. Mais vale um silêncio certo, que uma palavra errada. O poeta mineiro Carlos Drummond de Andrade recomendava aos poetas:

Convive com os teus poemas antes de escrevê-los.
Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.
Espera que cada um se realize e consuma
com seu poder de palavra e seu poder de silêncio.

A recomendação do poeta é sábia e pertinente. Um poema só é bem, só é bom, se maturado na sementeira do silêncio. Antes de se tornar palavra, a poesia é experiência de vida silenciosa. Os artistas sabem disso, e nós precisamos aprender.

Demora naquilo que você precisa dizer. Livre-se da pressa de querer dar ordens ao mundo. É mais fácil a gente se arrepender de uma palavra dita, do que de um silêncio. Palavra errada na hora errada pode se transformar em ferida naquele que ouviu, também naquele que disse.

Há muitos momentos da vida em que o silêncio é a resposta mais sábia que nós podemos dar a alguém. Na pressa de falar, corremos o risco de dizer o que não queremos, e diante de tudo que foi dito, nem sempre temos a possibilidade de consertar o erro.

Palavras erradas costumam machucar para resto da vida, já o silêncio certo, esses possuem o dom de consertar. Por isso, prepara bem a palavra que será dita. Palavras apressadas não combinam com sabedoria. Os sábios sempre preferem o silêncio. E nos seus poucos dizeres está condensada uma fonte inesgotável de sabedoria.

Não caia na tentação do discurso banal, da explicação simplória. Queira a profundidade da fala que nos pede calma. Calma para dizer. Calma para ouvir.

Uma regra interessante para que tenhamos uma boa compreensão de um texto, é justamente a calma. Só assim podemos adentrar nos significados que o autor quis sugerir e consequentemente mergulhar no mistério do seu texto. Leituras apressadas podem fomentar equívocos, e equívoco é uma espécie de desentendimento entre o que escreve e aquele que lê. É uma forma de obstáculo para a compreensão da linguagem.

Na comunicação verbal cotidiana, isso sempre acontece. Dizemos, e não somos compreendidos. Diante do impasse duas realidades são possíveis: ou alguém disse com pressa, ou alguém escutou sem atenção. Dizer e ouvir requerem silêncio.
Só diz bem, aquele que pensou antes no que iria dizer, e ouve melhor aquele que se calou para escutar. A regra é simples, mas exigente.

Por isso hoje, nesse tempo de palavras muitas, queiramos a beleza dos silêncios poucos.

Padre Fábio de Melo

Sábias palavras do Padre. As nossas reações a tudo aquilo que pensam de nós ou fazem conosco são determinantes para a criação de nossas realidades.

Devemos sempre nos preservar, poupar palavras, porque muitas vezes o silêncio diz muito mais do que um grande discurso.

Guarde esse conhecimento consigo e sempre que pensar em revidar, silencie. Você verá quanta diferença essa escolha fará em sua qualidade de vida.

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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