Parem de usar o termo “filhos adotivos”, diz Sandra Bullock

Sandra Bullock é um grande nome do cinema americano. Atriz e produtora, ela é famosa por grandes filmes como Miss Simpatia, Gravidade e Um sonho possível, em que interpreta uma mulher de classe média alta que adota um garoto negro e vive os dilemas do racismo nos Estados Unidos.

Sandra é mãe adotiva de um casal de 5 e 8 anos, Laila e Louis. Recentemente, em uma entrevista à revista americana feminina InStyle, Sandra fez um apelo muito consciente à imprensa: pediu que parem de usar o termo “filhos adotivos” em suas divulgações.

Ela continua: “Vamos apenas nos referir a essas crianças como nossos filhos. Não diga ‘meu filho adotivo’.

Ninguém chama uma criança de meu ‘filho de fertilização in vitro’ ou meu ‘oh, droga, fui ao bar e fiquei grávida por acidente’. Vamos apenas dizer ‘nossos filhos’”.

Sandra afirma que não vê diferença em seu relacionamento e amor por Laila e Louis apenas porque eles não saíram de seu ventre, e fala mais sobre cada um deles. “Lou é muito sensível. Ele é esperto e gentil”, e “Laila é uma lutadora e é por isso que ela está aqui hoje (…) Ela vai conquistar muitas coisas… trará mudanças reais”. A atriz revela as dificuldades do processo de adoção: “Quando você adota uma criança, há um período de adaptação, e se algo não funciona, eles têm o direito de levar as crianças de sua casa. São seis meses exaustivos.”

Mesmo assim, em seu caso as coisas parecem ter dado muito certo, já que os irmãos se dão bem entre si, com a mãe e também com o namorado de Sandra, o modelo e fotógrafo, Bryan Randall.

Filhos são especiais e amados, sejam adotados ou não. O amor de mãe, de pai, de irmãos é o mesmo, e o vínculo que compartilham é poderoso e eterno.

A entrevista de Sandra Bullock nos transmite uma mensagem de amor e preservação. Não há necessidade de classificar nossos filhos, seu valor não é medido pela herança genética, mas sim pela conexão que compartilhamos.


Direitos autorais da imagem de capa: Evan Agostini/Invision/AP



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