AmorCrônicasO Segredo

Por um amor que deixe a gente ser quem é!

amor que deixa a gente ser quem é

Eu não quero um daqueles amores transformadores, pra olhar pra trás e dizer que mudei tudo, mudei até o sotaque pra caber nele.



Quero um amor que entenda as minhas formas, as curvas dela, toda a topografia que só aprende com o tato. Não quero ter que explodir com dinamite algumas partes só pra abrir túneis e facilitar as coisas pro outro lado.

Uma coisa é ceder, outra completamente diferente é abrir mão da gente.

Não quero quem me jogue umas formas e tabuleiros e fale: toma aí, molde-se. Nah, nem quero ser essa pessoa que exige do outro a transformação completa. Também não acho que você seja assim. Sabe aquela história da princesa beijando o sapo? Se ela beijou o tal do sapo sabendo que ele era daquele jeito, pra quê mudar pra príncipe? Tava bom assim, foi assim que ela se apaixonou, a história é que tá mal contada.


Eu não quero um amor que corte o meu jeito de botar os cotovelos sobre a mesa ou a minha mania de bebericar o vinho do jantar direto da garrafa. Se for pra mudar, que não seja mudança, mas uma maneira mais sutil de me livrar de alguns vícios negativos para dar voz às melhores partes de mim. O que for neutro e positivo, quero que deixem lá, do jeitinho que eles são, do jeito que eu sou.

Uma coisa é deixar que vejam a melhor parte de você, outra coisa é se jogar pra baixo do tapete.

Não quero alguém que me obrigue a usar máscaras vinte e quatro horas por dia, nem acho que você deveria querer também. Gente que pede pra ser conquistado por alguém que a gente não é… por que ficariam pela gente? Quero alguém que não tenha medo de filmes de terror nem do meu passado tenebroso.

Gente que não se preocupe com umas manias chatas e conviva com elas e comigo. Gente que vai respeitar a minha história e entender quando eu não quiser fazer confissões para alguém além do meu diário. No fim das contas, eu acho que é isso que todo mundo quer: alguém que ame a gente tão de verdade que se apaixone por cada pedacinho não-tão-perfeito da gente.


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Por: Daniel Bovolento – Via: Superela

Timing: a pessoa certa, no momento certo!

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