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Sou mulher ou sou mãe nessa relação?

O que significa para a mulher ser a “mãe” numa relação afetiva e no que isso resulta?

Significa que ela sempre vai ficar insatisfeita por não estar ocupando seu verdadeiro lugar na relação, sempre dando ou se doando mais do que recebe do outro e não sendo reconhecida como parceira em igualdade.



O resultado desse tipo de relação pode se dar com traições, rompimentos ou continuar de forma bastante insatisfatória, principalmente para quem não recebe suficientemente.

Pela visão sistêmica, a Lei da Troca é fundamental em relacionamentos afetivos, em que cada um tem que dar e receber na mesma proporção, de maneira que ambos se sintam agradando, reconhecendo, aceitando o outro e crescendo juntos.

Estar no papel daquele que dá mais é tão desgastante quanto é humilhante a posição daquele que só recebe.

Quando falo de dar e receber em igualdade não estou falando de contabilizar os feitos de cada um, mas que em termos emocionais, financeiros, sexuais, afetivos, psíquicos ambos sintam-se plenos na troca, ainda que um tenha mais para dar num campo e o outro em outro.


Sistemicamente é matemático que aquele que recebe mais é o que rompe ou o que arruma amantes. Por que? Vai embora porque ele está numa condição de inferioridade pois não teve como dar na mesma proporção e não acredita que um dia poderá “pagar” essa dívida. Arruma amantes porque precisa exercer sua natureza masculina de conquistador, precisa se sentir útil como homem e porque não quer ter intimidade com a “mãe”.

Então, veja quando você pode estar correndo esses riscos na sua relação e o que fazer:

– Quando exagera nos cuidados com o homem o tratando como criancinha. Seja atenta às necessidades dele, mas sem excessos de preocupação.

– Quando faz de tudo, o tempo todo para agradá-lo e nunca sobra espaço para ele agradá-la também. Dê espaço, o homem adora agradar a mulher por quem é apaixonado. Se você agradá-lo ele vai querer agradá-la também.


– Quando investe financeiramente na formação, carreira ou projetos dele sem que ele já seja um parceiro estável emocionalmente ou que não o conheça suficientemente. Não há nada de errado em dividir contas, mas permita que ele assuma responsabilidades financeiras sozinho e que pague as contas que ele se oferecer. Se ele quiser pagar e não puder, modere os programas em vez de bancar todas. Só invista num projeto de longo prazo dele se já tiver uma relação mais estável e que você já se sinta recebendo muito nessa parceria, principalmente segurança emocional e se não estiver tirando esse dinheiro de seus próprios recursos ficando descapitalizada para seus sonhos ou imprevistos.

– Quando perdoa todos os erros dele, principalmente suas traições. Todo mundo erra; se ele errar, demonstre sua insatisfação. Traição é algo bem sério, vale uma boa avaliação da relação com toda a honestidade de sentimentos e frustrações que isso implica. Muitas vezes o entendimento pode vir acompanhado do perdão e mudanças de atitude de ambos os lados. Mas se você perdoar de cara sem entendimento, só abrirá precedentes.

– Quando controla suas atitudes sem dar privacidade. Controle seus instintos em vez de controlar os passos dele, busque sua autoconfiança sem transferir inseguranças na parceria, converse e se coloque numa posição de igualdade.

– Quando julga e critica suas ideias, comportamento e atitudes. Valorize suas ideias, elogie seu comportamento (quando merecer) e com bom humor e delicadeza dê sugestões, mostre novos pontos de vista, troque com ele e torne-se a companheira de todas as horas. Assim você se tornará até mais sexy e interessante aos olhos dele.

O texto foi escrito para as mulheres, mas eles cabem perfeitamente aos homens e a qualquer relacionamento homoafetivo também.

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Direitos autorais da imagem de capa: andreypopov / 123RF Imagens

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