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Afeto não se mendiga!

Quando falamos de afeto, pensamos logo de cara em relacionamentos amorosos. Mas podemos mendigar o afeto de amigos, de familiares, de professores, de colegas de trabalho.

Às vezes, a gente quer muito fazer amizade com alguém ou estreitar os laços com algum amigo, mas por algum motivo que desconhecemos, a pessoa em questão não está assim tão aberta para estabelecer ou fortalecer a amizade. Acho que todo mundo ou quase todo mundo já passou por isso pelo menos em algum momento da vida. Às vezes, a pessoa até nos trata bem, mas se esquiva de todos os convites que fazemos. Às vezes, o amigo é até legal, mas não faz tanta questão de nos ver com regularidade.


Ficar insistindo só vai provocar constrangimentos e aborrecimentos. Em alguns casos , vai afastar até mais a pessoa de nós. Obviamente, que devemos conversar e tentar aparar arestas quando surge um mal entendido ou quando a pessoa se afasta bruscamente. Mas caso contrário, quando a gente percebe que está tudo bem, que é apenas falta de interesse mesmo, deixar para lá pode evitar muito estresse.

Às vezes, tentamos fazer parcerias profissionais com pessoas que admiramos, mas que por motivos que também fogem ao nosso entendimento, se esquivam de nós.

Às vezes, fazemos de tudo para chamar a atenção de uma pessoa, mas nem por isso caímos nas graças dela. Nem sempre conseguimos ser o aluno preferido daquele professor querido. Nem sempre conseguimos engatar um romance com quem faz o nosso coração disparar. Às vezes, a gente quer namorar e a pessoa nos vê como um amigo. Nem sempre conseguimos despertar o amor naquela pessoa que aceitou nos namorar. Às vezes, o parceiro é nosso amado e nós somos apenas um bom companheiro. Nem sempre aquele colega de trabalho que admiramos tem interesse em desenvolver um projeto conosco. Às vezes, aquele amigo que adoramos, apenas gosta da gente.


A questão é que mendigar afeto e forçar a barra para se impor na vida de quem não tem disponibilidade afetiva para nós só gera desgaste.

O mesmo vale para pessoas que tentamos ajudar e que por algum motivo se recusam a serem ajudadas. Podemos deixar portas abertas em nossa vida, caso as pessoas queiram entrar. Mas não precisamos arrastá-las para dentro dela.





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