A autoimagem muda nossa perspectiva sobre nós e os outros…



A gente reclama das rugas, da barriguinha, do culote, do marido, da falta dele, do emprego, de não estar trabalhando… nossa! Quanta coisa não?

Como a nossa visão acerca de nós mesmos muda a nossa visão acerca do outro e do mundo?

Muitas coisas ruins podem acontecer em nossas vidas, mas a forma como as enfrentamos é que faz a diferença naquilo pelo qual estamos passando.

Da mesma forma conosco. As ruguinhas aparecerão em nosso rosto, mas se escolhemos amá-las como sinal de experiência, de vida, de maturidade ou se escolhemos odiá-las como sinal de velhice, faz parte do nosso mapa de mundo.

O que é MAPA? Em PNL, dizemos que Mapa não é o território. Território é a verdade simples, pura. Mapa é a realidade alterada por filtros, e filtros, por sua vez, são as experiências que passamos na vida. Então, meu mapa de mundo é a forma que eu enxergo o mundo a partir de minhas experiências.

Daí concluímos: a barriguinha não ser chapada é a realidade, como essa barriguinha me afeta é o meu mapa de mundo.


E como a autoimagem afeta esse mapa? Como a forma como eu me enxergo influi na minha visão sobre mim e sobre o outro?

Vou contar-lhes uma história:

Desde pequena eu sempre fui gordinha, e na infância isso nunca me afetou. Mas quando cresci, comecei a fazer dietas de emagrecimento e tinha um complexo de não ter um corpo dentro dos padrões da época. Todas as minhas amigas tinham um namorado, menos eu. E por que eu não tinha? EU achava que era por ser gorda, e cada vez mais me isolava. Quando um rapaz se aproximava de mim, eu achava que era alguma jogada, tipo aposta com os amigos para ver quem faturava a gorda, sabe? E me isolava.

E foi assim até meus 20 e poucos anos. Conheci um rapaz, engravidei, tive meu primeiro filho. Não ficamos juntos e isso, para mim, era porque eu ser gorda.Depois percebi que na realidade eu tinha me tornado uma CHATA. Segui a vida e conheci outros amores, porém permanecia com a mesma convicção: não dava certo porque eu era gorda.



E veio a oportunidade de fazer a bariátrica. Fiz. Emagreci 80 quilos. Fiquei maravilhosa, de corpo e de mente! Mas não me reconhecia naquele corpo. Tive um namorado, acho que o que mais idolatrei em minha vida, mas com ele veio também a pior experiência amorosa que vivi: traição, mentiras, humilhação, abuso emocional e o choque: como aquilo poderia estar acontecendo, se eu agora era magra e estava tão bem?


Quando a minha autoimagem mudou, a minha perspectiva de não poder ser amada nem ser feliz mudou também.

Porém, agora, a minha autoimagem estava empoderada, em decorrência da bariátrica (a bariátrica faz isso gente) e isso não me permitiu permanecer muito tempo naquela opressão. Superação. Superei o momento e mudei de vez a minha convicção. Não era um corpo magro que iria me trazer felicidade, mas sim a minha aceitação de mim mesma, uma mentalidade diferente e a busca por alguém diferente daqueles que, até então, eu tinha buscado. Desisti de correr atrás de um amor, fui cuidar de mim, de minha carreira e do meu amor próprio. E… meu amor veio. E eu já não estava tão magra mais, havia aumentado uns “quilinhos”.

Hoje sou casada com um homem maravilhoso que me ama, apoia e dá forças para ser quem eu sou, sem precisar mudar nada. Engordei muito, nesse processo, mas estou novamente cuidando do corpo e da mente e seguindo feliz.

Quando a minha autoimagem mudou, a minha perspectiva de não poder ser amada nem ser feliz mudou também. E mudou a minha forma de me relacionar com os homens – deixei de fugir deles – e com o mercado de trabalho. Estudei, formei-me em Gestão de Pessoas, fiz alguns cursos de Coaching, MBA, Pós Graduação, etc. Hoje atuo como Coaching de Inteligência Emocional, Relacionamentos e Carreira, Hipnoterapeuta e Consultora Empresarial.

A forma como você se vê influencia diretamente em como você enxerga o outro e o mundo ao seu redor.

Quem você é e como você reage a isso – mudando ou se aceitando e se acolhendo – vai levá-lo cada vez mais próximo – ou distante – da sua felicidade. Pense nisso!
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Direitos autorais da imagem de capa: nielshariot / 123RF Imagens






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