Netinho de Paula foi diagnosticado com câncer na amígdala e fará cirurgia em breve

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Netinho de Paula foi diagnosticado com câncer na amígdala e irá se afastar por cerca de 30 dias para cirurgia e recuperação. O tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, dependendo da análise médica após o procedimento.
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O cantor Netinho de Paula, de 56 anos, contou em um vídeo divulgado nas redes sociais que foi diagnosticado com câncer na amígdala. O artista informou ainda que ficará aproximadamente 30 dias afastado dos palcos para realizar uma cirurgia e se dedicar ao período de recuperação.
Durante uma apresentação do projeto Samba 90 Graus, ao lado de Chrigor e Márcio Art, na noite deste sábado, em Manaus, Netinho falou sobre os próximos passos e demonstrou tranquilidade diante do diagnóstico.
“Estou muito tranquilo. Vou suspender minha agenda de shows no próximo mês (…) vai ser durante só 30 dias. Mas eu vou fazer a cirurgia e acho que, até o final do ano, já estou aqui de novo fazendo um pagode com vocês”
De acordo com informações da Cleveland Clinic, o câncer de amígdala é um tipo de câncer da orofaringe, região que inclui estruturas localizadas na parte posterior da garganta. A doença pode surgir nas próprias amígdalas e, em alguns casos, também atingir os linfonodos do pescoço.
Entre os fatores associados ao desenvolvimento desse tipo de tumor estão o tabagismo, o consumo elevado de bebidas alcoólicas e, atualmente, principalmente a infecção persistente por alguns tipos do papilomavírus humano (HPV). Tumores de orofaringe relacionados ao HPV constituem um grupo biologicamente diferente e, em geral, apresentam prognóstico melhor do que aqueles não associados ao vírus.
Um dos sinais mais frequentes é o surgimento de uma massa ou de um gânglio aumentado no pescoço que não desaparece. Dor de garganta persistente, sensação de algo preso na garganta e aumento de uma das amígdalas também podem aparecer.
Além desses sintomas, tumores da amígdala e de outras regiões da orofaringe podem provocar:
Esses sinais, isoladamente, não significam necessariamente que a pessoa tenha câncer, já que podem ocorrer em doenças bem mais comuns. Sintomas persistentes, porém, precisam ser avaliados por um profissional de saúde para que a causa seja investigada corretamente.
O tratamento não é igual para todos os pacientes. A equipe médica considera fatores como tamanho e localização do tumor, estágio da doença, presença de comprometimento dos linfonodos, relação ou não com HPV, condições gerais de saúde e possíveis impactos na fala e na deglutição.
Quando o tumor está localizado e pode ser retirado, a cirurgia é uma das possibilidades. Em alguns pacientes, especialmente nos casos iniciais, podem ser utilizadas técnicas realizadas pela boca, inclusive abordagens minimamente invasivas e cirurgia robótica transoral. Dependendo da extensão da doença, também pode ser necessário retirar linfonodos do pescoço para avaliar ou tratar uma eventual disseminação regional.
A cirurgia, entretanto, nem sempre encerra o tratamento. A análise do material retirado durante o procedimento ajuda os médicos a decidir se serão necessárias terapias complementares.
A radioterapia pode ser utilizada como tratamento principal em determinados tumores ou depois da cirurgia, com o objetivo de eliminar células cancerígenas microscópicas que eventualmente tenham permanecido na região.
Em quadros mais avançados ou considerados de maior risco, a radioterapia pode ser associada à quimioterapia. Essa combinação, conhecida como quimiorradioterapia, é uma das estratégias utilizadas no tratamento de cânceres de orofaringe localmente avançados.
A indicação de cada tratamento depende, portanto, do resultado dos exames e da análise feita por uma equipe multidisciplinar. Por isso, não é possível determinar apenas pelo anúncio de uma cirurgia se Netinho precisará ou não de radioterapia, quimioterapia ou algum outro tratamento complementar.
O período de recuperação depende da extensão da operação. Como a região das amígdalas participa de funções importantes, pacientes podem apresentar temporariamente dor, dificuldade para engolir e alterações na alimentação durante o pós-operatório.
Em alguns casos, o acompanhamento pode incluir profissionais de nutrição, fonoaudiologia e reabilitação, especialmente quando o tratamento interfere na deglutição ou na fala. Preservar essas funções é um dos fatores levados em consideração na escolha da estratégia terapêutica.
Após a cirurgia, o tecido retirado também passa por análise anatomopatológica. O resultado fornece informações importantes sobre características do tumor e ajuda a equipe médica a definir se o procedimento foi suficiente ou se haverá necessidade de terapia complementar.
O prognóstico do câncer de amígdala não pode ser definido apenas pelo diagnóstico. Entre os principais fatores estão o estágio da doença, a presença ou ausência de comprometimento dos linfonodos, histórico de tabagismo e a relação do tumor com o HPV.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, tumores de orofaringe associados ao HPV costumam apresentar resultados de tratamento e prognóstico mais favoráveis do que os não relacionados ao vírus. Ainda assim, estatísticas populacionais não permitem prever individualmente como será a evolução de determinado paciente.
No caso de Netinho de Paula, até o momento, as informações tornadas públicas indicam que o cantor deverá passar por cirurgia e permanecer temporariamente afastado dos palcos. Outros detalhes sobre estágio, extensão do tumor, eventual associação com HPV ou necessidade de tratamentos adicionais dependem das informações divulgadas pela equipe médica e pelo próprio artista.
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