O doloroso começo Em primeiro lugar, sempre gostei de esportes, desde criança. Decidi correr ao ler em uma revista sobre os benefícios da corrida. Lembro-me deles até hoje: ⦁ Aumento da produção de hormônio da felicidade. ⦁ Diminuição considerável na ansiedade e estresse. ⦁ Perda de peso (ajuda a tornear as pernas). ⦁ Aumento da […]
Em primeiro lugar, sempre gostei de esportes, desde criança.
Decidi correr ao ler em uma revista sobre os benefícios da corrida. Lembro-me deles até hoje:
⦁ Aumento da produção de hormônio da felicidade.
⦁ Diminuição considerável na ansiedade e estresse.
⦁ Perda de peso (ajuda a tornear as pernas).
⦁ Aumento da capacidade pulmonar.
⦁ Melhora na circulação sanguínea, entre outros.
Diante destes benefícios tão atrativos, decidi começar, até porque eu já estava bem tristonha e depressiva.
Porque nessa época que minha mãe tinha decidido viver fora do país, minha vida profissional estava uma porcaria e a amorosa inexistente, dentre outros fatores ruins.
Claro, como todo início, foi difícil, não tinha muito fôlego, sentia muitas dores e má vontade, etc.
Mas isso durou em média duas semanas, depois o corpo começou a acostumar, a mente a acalmar e o coração a se apaixonar pela corrida.
No início, eu corria duas vezes na semana, depois passei para três, e depois para quatro, até que chegou uma época que corria todos os dias, inclusive no domingo.
Mas, de verdade, não aconselho a correr todos os dias, poder judiar muito do corpo e a probabilidade de lesões é bem grande.
Desde então, estou bem controlada, geralmente corro três vezes na semana, duas em curta distância (2 km) e uma em larga distância (7 a 12 km).
Nestes 11 anos de amor pelo esporte, aprendi três lições muito importantes para vida e faço questão de dividir contigo.
As três lições da corrida para vida.
Na minha opinião, correr é uma meditação ativa, você deve estar atento para o que seu corpo fala e para os insights.
Cada dor no seu corpo está relacionada com algo mais profundo, como má postura corporal, bloqueios emocionais, etc.
Portanto, se algo dói é porque você está fazendo alguma coisa errada.
Correr é estar atento à sua máquina de locomoção.
Correndo consegui perceber várias inquietações mentais, medos, bloqueios e defeitos.
Em contrapartida, aprendi a ver minhas qualidades e saber usá-las.
Perceber tudo isso só será possível se você estiver presente no momento.
As dores e a vontade de desistir são inevitáveis quando você está correndo.
Mas sempre vem uma voz da consciência e diz:
– Continue, vai, você consegue! Tente um pouco mais, logo acaba!
E, graças a Deus, sempre dei ouvidos a esta “voz interna” e sempre consegui finalizar as corridas, dentro daquilo que eu tinha estabelecido.
O mais legal é que passei a usar esta frase para tudo que faço na vida.
Persistir, persistir, persistir e persistir sempre.
Por mais que tudo esteja difícil, por mais que você esteja como um trapo velho estirado no chão.
Levante-se! Sacuda a poeira e tente mais uma vez… só mais um pouco!
É aqui que a mágica acontece.
Houve dias que saí de casa para correr chorando, como se eu quisesse fugir de mim mesma.
E dentro de 10 minutos, meu humor mudava radicalmente e quando percebia já estava sorrindo com o som dos pássaros.
Isso acontece porque quando você pratica atividade física, seja qual for, seu corpo naturalmente aumenta a produção de endorfina, um dos hormônios da felicidade.
Sobretudo, se associado a uma conquista de meta (por exemplo: correr 10Km) quando você atinge esta meta, seu corpo aumenta a produção Dopamina, outro hormônio da felicidade.
Diante dessa explosão de hormônios da felicidade é impossível ficar triste, a depressão não tem espaço quando seu corpo e sua mente estão a seu favor.
E estas foram algumas das tantas lições que aprendi correndo: estar mais atenta, mais confiante e mais alegre.
Agradeço a Deus por ter saúde e força de vontade para correr e peço humildemente que me permita continuar correndo até meu último dia nesta jornada. Gratidão infinita!
* Nota: As informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.
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