Ana Rosa fala sobre sua relação com Dedé Santana e seu retorno às novelas com Por Você

Resposta rápida
Ana Rosa retorna às novelas em Por Você, que estreia em 17 de agosto na Globo, após anos afastada por dividir sua rotina entre Brasil e Portugal. Ela destaca o prazer do reencontro com colegas e explica que a nova fase permite ficar mais tempo no Brasil.
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
Afastada das novelas desde A Lei do Amor (2016), Ana Rosa prepara seu retorno ao gênero em Por Você. Escrita por Dino Cantelli e Juliana Peres, a nova produção das 19h estreia em 17 de agosto e substituirá Coração Acelerado na programação da Globo.
Durante entrevista concedida ao jornal O Globo, a veterana também falou sobre Dedé Santana, com quem foi casada entre 1958 e 1961. O antigo casal teve dois filhos: Maurício, que morreu de leucemia ainda na primeira infância, e Maria Leone, atualmente com 64 anos.
“Ele é um amigão querido. Se casou de novo com a Cris [Christiane Bublitz] e tem outros filhos além da Yasmin [Sant’anna, com quem Ana atuou na peça de teatro Violetas na Janela]. A Maria se dá muito bem com os irmãos [herdeiros de Dedé com Christiane]. Todos se curtem muito. Eu adoro a Yasmin. Ela é muito querida”, elogiou a atriz.
Ana Rosa também explicou os motivos que a mantiveram distante dos folhetins durante tantos anos. A artista passou a dividir sua rotina entre Brasil e Portugal, onde vivem sua filha e seus netos, e chegou a recusar dois convites da Globo por não conseguir permanecer no país durante todo o período necessário para as gravações.
“Desde que eu fui para Portugal, em 2017, por causa da minha filha e dos meus netos, a Globo me convidou para dois trabalhos, que acabei recusando. O fato é que eu teria que ficar no Brasil entre sete e nove meses, o que seria inviável”, esclareceu a artista.
“Eu estava passando apenas três meses por aqui fazendo a minha peça, porque não sei ficar sem trabalhar. Estava nesse bate e volta. Agora, o meu neto mais novinho já completou seis anos. Recebi esse convite muito carinhoso e vi que era a hora de voltar. Agora dá para ficar mais tempo aqui”, destacou Ana.
“Foi muito gostoso voltar. Entrar na Globo, rever tantos amigos que fiz lá ao longo desses anos todos e tantos colegas com os quais trabalhei. Os que continuam aqui, porque muitos deles já foram para o andar de cima e deixaram muita saudade”, indicou a atriz.
“A rotina de novela é muito pesada. Às vezes, passamos mais tempo dentro do estúdio com os colegas do que com a família. Criamos uma ligação tão grande de amizade que, quando a novela termina, dá aquela sensação de que algo está se perdendo. Sabemos que dificilmente vamos continuar vendo aqueles colegas com a mesma assiduidade”, finalizou Rosa.
Reconhecida como uma das grandes veteranas da dramaturgia brasileira, Ana Rosa recebeu do Guinness World Records o título de recordista em participações em telenovelas.
Sua trajetória na televisão começou em 1960, na TV Alvorada, e ganhou projeção em 1964, quando protagonizou Alma Cigana, na TV Tupi. A produção marcou a chegada do videotape à emissora e abriu caminho para uma carreira que atravessaria diferentes fases da televisão brasileira. Antes de chegar à Globo, a atriz também acumulou trabalhos na TV Tupi e na TV Manchete.
Ao longo das décadas, Ana Rosa demonstrou versatilidade ao interpretar personagens de diferentes perfis e gêneros. Depois de estrear na Globo em 1983, com participação na minissérie Moinhos de Vento, esteve em produções como Brega & Chique (1987), O Dono do Mundo (1991), Tropicaliente (1994) e O Rei do Gado (1996). Nesta última, interpretou Maria Rosa, mulher do senador Caxias. Seu currículo também inclui séries, minisséries e programas como Você Decide, Brava Gente e A Grande Família.
A capacidade de transmitir humanidade, firmeza e afeto transformou a artista em uma referência na interpretação de mães e matriarcas. Nas décadas de 2000 e 2010, ela continuou presente em produções de destaque, como Senhora do Destino (2004), Fina Estampa (2011), Boogie Oogie (2014) e A Lei do Amor (2016). Paralelamente à televisão, manteve uma extensa carreira teatral, especialmente com o espetáculo Violetas na Janela. Sua longevidade profissional acompanha parte significativa da evolução das telenovelas e reforça sua importância para a história da dramaturgia nacional.
Dedé Santana é um dos nomes mais importantes do humor brasileiro. Filho do palhaço Picolino e da contorcionista Ondina Santana, o artista cresceu em uma família circense e começou a participar das apresentações ainda bebê. No picadeiro, aprendeu atividades como trapézio, arame, globo da morte e números de palhaço.
Essa formação também influenciou sua maneira de atuar, marcada pela expressão corporal, pelas acrobacias e pelo ritmo preciso das cenas cômicas. Ao longo da carreira, trabalhou ainda como diretor, roteirista e dublador.
A consagração nacional aconteceu ao lado de Renato Aragão, Mussum e Zacarias no grupo Os Trapalhões. Exibido pela Globo entre 1977 e 1995, o programa tornou-se um dos maiores fenômenos do humor na televisão brasileira.
Dedé se destacou como parceiro de cena de Didi e como o “escada” responsável por preparar várias das piadas do grupo. Além de atuar na televisão, participou de quase 40 filmes e também dirigiu algumas produções, contribuindo diretamente para o sucesso do quarteto nos cinemas.
Com uma trajetória de mais de seis décadas, Dedé Santana continuou trabalhando depois do encerramento da formação clássica de Os Trapalhões. O humorista passou por outras emissoras, voltou a atuar ao lado de Renato Aragão e manteve presença em programas, filmes, espetáculos e homenagens. Sua experiência no circo e sua contribuição para a comédia física fizeram dele uma referência para diferentes gerações de artistas. Dedé permanece reconhecido como um dos grandes representantes do entretenimento popular brasileiro.
Cadastre-se para comentar
Os comentários continuam visíveis para todos. Para participar da conversa, crie sua conta do Clube OS e volte para esta matéria.
Liberar área de comentários