Daniella Motta, de 21 anos, impõe regras em barbearia nudista para evitar situações constrangedoras

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Uma barbearia em Florianópolis com atendimento sem exigência de roupas formalizou regras para limitar comportamentos inadequados dos clientes, como pedidos invasivos e registros não autorizados. A iniciativa visa preservar o profissionalismo e a equipe diante da demanda crescente.
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Uma barbearia sem exigência de roupas, instalada em Florianópolis, ganhou repercussão pelo conceito inédito e pelo comportamento de parte dos clientes, que passaram a fazer pedidos considerados inadequados durante o atendimento. A empresária e influenciadora Daniella Motta, de 21 anos, à frente do negócio, resolveu formalizar regras para delimitar o que é aceitável durante os cortes de cabelo.
Segundo Daniella, ficam vetados pedidos para que ela avalie o corpo dos frequentadores, registros de fotos ou vídeos feitos sem autorização e tentativas de negociar preços com base na ausência de roupas. Há ainda uma recomendação específica para homens casados: avisar as esposas antes de agendar um horário no local, evitando desentendimentos futuros.
As regras foram surgindo conforme certas situações se repetiam no dia a dia do salão, segundo Daniella Motta, dona do estabelecimento.
“Já teve cliente perguntando se deveria pagar menos pelo corte porque estava sem roupa e outros querendo saber o que eu achava do corpo deles. Quando você trabalha com uma proposta como essa, precisa deixar muito claro o que faz parte do atendimento e quais são os limites”, afirma.
Já a restrição a registros não autorizados tem outra origem. De acordo com Daniella, parte dos frequentadores tentou fotografar ou filmar os atendimentos sem permissão, com a intenção de mostrar as imagens a amigos.

Direitos autorais: Reprodução / Instagram – @danimotta__
A casa passou a proibir esse tipo de prática e também vetou qualquer tentativa de envolver os funcionários em assuntos relacionados à vida conjugal dos clientes — medida adotada para preservar a equipe de situações constrangedoras.
“Tem cliente que quer provar para os amigos que realmente esteve aqui e tenta fazer uma foto escondida. E se ele é casado, também não vou ser colocada na posição de mentir para a esposa. O que ele combina no relacionamento é responsabilidade dele”, explica
Cada corte é cobrado entre R$ 2 mil e R$ 4 mil e, segundo a empresária, a demanda pelo serviço já resultou em uma fila de espera de até três meses. O modelo pouco convencional do negócio contribuiu para chamar atenção e atrair novos clientes, mas, segundo Daniella, essa particularidade não altera a relação profissional entre quem realiza o atendimento e quem busca a experiência.
“A pessoa pode vir pela curiosidade e achar a experiência diferente, mas continua sendo um atendimento profissional. Estar sem roupa não significa que vale tudo. Prefiro deixar as regras claras antes do que precisar lidar com uma situação desconfortável depois”, conclui.
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