Ex-zagueiro da Seleção, Ricardo Rocha foi detido no Galeão por dívida de pensão; defesa diz que pagamentos estão em dia
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Ricardo Rocha foi detido no aeroporto do Rio de Janeiro por falta de pagamento de pensão alimentícia, ligada ao reconhecimento recente da paternidade de uma jovem com deficiência. A disputa inclui alegações de inadimplência e responsabilidades financeiras diversas, com a defesa negando irregularidades e o ex-jogador p...
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O que se sabe
FAQ editorial
Na manhã desta quarta-feira (10/6), o ex-zagueiro Ricardo Rocha, tetracampeão mundial pela Seleção Brasileira na Copa de 1994, foi detido no Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro. O ex-jogador se preparava para embarcar rumo aos Estados Unidos, onde faria a cobertura da Copa do Mundo.
A prisão aconteceu em cumprimento a um mandado de prisão civil expedido pela 16ª Vara de Família da Comarca de Fortaleza, Ceará. A ordem judicial refere-se a uma dívida acumulada de pensão alimentícia no valor de R$ 2.414,57, atualizada pela última vez em dezembro de 2024.
O mandado tem validade até abril de 2028 e estabelece que, após o cumprimento do prazo máximo de 45 dias de prisão, Ricardo Rocha deve ser colocado em liberdade imediatamente, salvo se houver outras ordens judiciais em seu nome.
Até o momento, a defesa do ex-jogador não se pronunciou oficialmente sobre a detenção.
O caso ganhou repercussão pública em janeiro de 2024, quando Ricardo Rocha reconheceu judicialmente a paternidade de Victória Valente, que tinha 24 anos na época. Desde então, questões relativas à pensão alimentícia, convivência familiar e responsabilidades financeiras vêm sendo discutidas judicialmente.
Cláudia, mãe de Victória, alega que o ex-jogador não estaria cumprindo integralmente suas obrigações financeiras. Ela afirma que a Justiça determinou o aumento da pensão alimentícia de Victória, que é pessoa com deficiência (PCD), de quatro para seis salários mínimos, mas que o reajuste ainda não foi aplicado.
Por outro lado, Ricardo Rocha sustenta que está em dia com todos os pagamentos estabelecidos pela Justiça.
A disputa judicial ganhou novos contornos quando Victória foi internada em uma clínica psiquiátrica após uma crise causada por transtornos psicológicos. Cláudia afirmou que as despesas do tratamento chegaram a cerca de R$ 12 mil e que não recebeu auxílio financeiro do ex-jogador para custear esses gastos.
Na ocasião, a defesa de Ricardo Rocha declarou que as obrigações previstas no acordo estavam sendo cumpridas e que as decisões relacionadas à internação ocorreram sem comunicação prévia.
Mais recentemente, Cláudia relatou dificuldades enfrentadas por Victória para retomar os estudos. Inicialmente, afirmou que a jovem ficou fora da escola por falta de pagamento da matrícula em uma instituição particular.
Em seguida, divulgou um vídeo no qual Victória relata ter sido impedida de continuar no ensino regular da rede pública por ser maior de idade, sendo encaminhada para a educação de jovens e adultos (EJA).
Ricardo Rocha negou qualquer responsabilidade direta sobre questões administrativas relacionadas à matrícula ou permanência escolar e ressaltou que os gastos com educação já estão incluídos na pensão alimentícia.
A defesa do ex-atleta reforça que todas as determinações judiciais referentes à pensão alimentícia vêm sendo cumpridas regularmente e que as alegações de inadimplência não correspondem à realidade.
O mandado de prisão civil foi cumprido pouco antes do embarque de Ricardo Rocha para os Estados Unidos, onde participaria da cobertura da Copa do Mundo. Conforme previsto, ele poderá ser liberado após cumprir até 45 dias de prisão, salvo a existência de outras ordens judiciais.
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