O helicóptero que transportava o cantor Rick pertence a um empresário apontado como sócio de Neymar

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O helicóptero que transportava o cantor Rick e outras quatro pessoas foi encontrado na Serra Catarinense, e todos os ocupantes morreram no acidente. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) investigará as causas da queda.
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O que se sabe
FAQ editorial
O helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, e outras quatro pessoas foi encontrado nesta terça-feira (22), na Serra Catarinense, após desaparecer durante um voo realizado na segunda-feira (21). De acordo com as autoridades, nenhum dos cinco ocupantes sobreviveu ao acidente.
A aeronave, um Bell 430 fabricado em 2001, de matrícula PP-MGR, está registrada em nome da JTA Empreendimentos e Urbanismo, empresa do empresário José Antunes Jr. O helicóptero havia sido emprestado para Rick e para o empresário Bruno Avelar, amigos próximos do proprietário.
José Antunes Jr. também possui atuação empresarial em Porto Belo, no litoral norte de Santa Catarina. Seu nome aparece relacionado ao projeto imobiliário Ecossistema Neymar Jr., empreendimento anunciado na região e associado à marca do jogador.
Após informações circularem relacionando diretamente a aeronave ao atacante, o empresário esclareceu que o helicóptero não pertence a Neymar Jr. nem à família do jogador. Segundo Antunes, ele próprio é o proprietário da JTA e da aeronave utilizada no voo.
As equipes localizaram os destroços do helicóptero na manhã desta terça-feira (22), depois de uma operação iniciada no dia anterior. O local da queda fica em uma área montanhosa e de difícil acesso da Serra Catarinense.
Além de Rick, de 59 anos, estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio e o copiloto Leopoldo. Os cinco ocupantes morreram no acidente.
A aeronave havia decolado da região de Porto Belo com destino a São Joaquim. Durante o trajeto pela Serra Catarinense, o helicóptero perdeu contato, dando início a uma grande mobilização das forças de segurança e resgate.
Antes de embarcar, Rick havia compartilhado nas redes sociais registros ao lado de Bruno Avelar. As imagens voltaram a circular após a notícia do desaparecimento e, posteriormente, da localização dos destroços.
As buscas se concentraram inicialmente na região de Urubici, especialmente na localidade de Vacas Gordas, onde havia informações relacionadas à última localização da aeronave.
Outro ponto passou a ser analisado pelas equipes após o registro do último sinal de celular de um dos ocupantes. As duas áreas consideradas durante a operação ficavam a cerca de 30 quilômetros de distância.
As condições meteorológicas dificultaram o trabalho durante a noite e a madrugada. Equipes enfrentaram chuva, neblina, baixa visibilidade, mata fechada e terreno íngreme enquanto tentavam chegar à região onde a aeronave poderia estar.
A operação mobilizou bombeiros, viaturas, drones, cães de busca e apoio aéreo. Segundo informações divulgadas após a localização, o ponto onde os destroços foram encontrados é tão isolado que o acesso terrestre pode exigir aproximadamente três horas de caminhada.
Os destroços foram identificados nesta terça-feira por uma aeronave de resgate e, posteriormente, a localização foi confirmada pelas equipes que atuavam na região.
Com a chegada dos bombeiros ao local, foi constatado que não havia sobreviventes. A confirmação encerrou as buscas iniciadas depois da perda de comunicação com o helicóptero na segunda-feira.
O caso agora entra em uma nova etapa. Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para apurar as circunstâncias da queda e tentar esclarecer o que provocou o acidente.
Até que a investigação seja concluída, não é possível afirmar oficialmente qual foi a causa da queda. As condições meteorológicas adversas registradas na região durante o voo integram o contexto do acidente, mas a determinação das causas dependerá da análise técnica conduzida pelas autoridades aeronáuticas.
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