Namorado de Aline Mineiro é investigado por tentativa de homicídio após agressão a jovem em condomínio

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A Polícia Civil de São Paulo abriu inquérito para apurar tentativa de homicídio contra Nelson Mesquita, que teria agredido um jovem de 20 anos no condomínio onde residem. A investigação considera relatos de socos e chutes mesmo após a vítima perder a consciência, enquanto a defesa alega que Nelson tentou proteger Alin...
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para apurar como tentativa de homicídio a agressão atribuída a Nelson Mesquita, namorado da influenciadora Aline Mineiro, contra um jovem de 20 anos.
O procedimento foi aberto pelo 11º Distrito Policial de Santo Amaro, segundo documento obtido pelo portal Splash.
A agressão ocorreu em 28 de julho, no condomínio onde a vítima, Aline e Nelson residem, em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. Conforme a portaria responsável pela abertura do inquérito, o comerciante teria dado socos e chutes no jovem e continuado os golpes mesmo depois que ele caiu e perdeu a consciência.
Na avaliação preliminar da autoridade policial, as circunstâncias indicariam, em tese, “a intenção de matar ou a assunção do risco do resultado morte”. O documento aponta que a morte não teria ocorrido devido à intervenção de outras pessoas. Nelson aparece formalmente como investigado, e o procedimento foi encaminhado à competência do Tribunal do Júri.
Um trecho do inquérito descreve os relatos considerados para a abertura da investigação:
“Relatos colhidos indicam que o agressor desferiu socos e chutes, continuando a ação violenta mesmo após a vítima estar caída e desacordada no solo, o que resultou em perda de consciência e sangramentos graves.”
O portal O Segredo não conseguiu contato com a defesa de Nelson Mesquita para obter um posicionamento específico sobre o inquérito. O veículo declarou que a reportagem seria atualizada em caso de manifestação.
O boletim de ocorrência elaborado no dia seguinte ao episódio classificou o caso, inicialmente, como lesão corporal. Na ocasião, uma médica do Hospital Israelita Albert Einstein teria informado à delegada responsável que o paciente não apresentava lesões que caracterizassem perigo de vida.
A autoridade policial ressaltou, contudo, que esse enquadramento era provisório e poderia ser alterado após a apresentação do exame de corpo de delito, dos prontuários médicos e de outros elementos reunidos durante a investigação.
Dois dias depois, os advogados do jovem solicitaram formalmente a abertura de um inquérito por tentativa de homicídio. O pedido, assinado por Leandro Falavigna e Pedro Micheloni Spagnuolo, foi acompanhado por documentos médicos e imagens das câmeras de segurança do condomínio.
Em uma portaria emitida em 31 de julho, o delegado reconheceu a necessidade de apurar a hipótese de tentativa de homicídio. Ele determinou que o boletim de ocorrência, o laudo pericial e outros documentos fossem incluídos nos autos. Duas gravações do sistema de monitoramento também foram anexadas.
De acordo com o boletim de ocorrência, uma recepcionista do condomínio afirmou ter visto Nelson desferir socos e chutes contra a vítima. Ela declarou que os golpes continuaram mesmo após o jovem cair e aparentar estar desacordado. A testemunha também relatou que Aline tentou interromper as agressões.
O coordenador de segurança chegou ao local quando a violência já havia terminado. Em depoimento, ele afirmou que encontrou o rapaz caído e Nelson em pé nas proximidades. A vítima teria recuperado a consciência pouco antes da chegada do funcionário e vomitado no local.
O pai do jovem relatou que encontrou o filho inconsciente, cercado por sangue e vômito. Depois de recobrar a consciência, a vítima teria demonstrado confusão na fala e continuado a vomitar. O próprio pai a levou ao Hospital Israelita Albert Einstein.
Os documentos médicos anexados ao inquérito descrevem contusões em diferentes áreas da cabeça e do rosto, além de cortes relacionados ao trauma. Os exames não apontaram alterações no encéfalo. Segundo a defesa, o jovem permaneceu hospitalizado até 31 de julho.
Em depoimento prestado à polícia e em uma nota, Nelson apresentou uma versão diferente do episódio. Ele alegou que o jovem avançou de forma intimidatória contra Aline e que decidiu intervir por acreditar que a influenciadora poderia ser agredida.
O comerciante declarou que avançou contra o rapaz para impedir aquilo que interpretou como uma ameaça imediata. Conforme sua versão, a intenção era exclusivamente proteger Aline e a mãe dela.
Em seu depoimento, a influenciadora também afirmou que o jovem teria estufado o peito e avançado em sua direção. Aline declarou que Nelson interveio para defendê-la e que, posteriormente, os dois homens iniciaram “agressões físicas mútuas”.
A defesa da vítima contesta essa narrativa. No pedido apresentado à polícia, os advogados afirmam que as imagens mostram Nelson se aproximando escondido atrás de Aline e iniciando os golpes sem oferecer possibilidade de reação. Eles sustentam ainda que o jovem não levantou as mãos nem ameaçou agredir a influenciadora.
Os representantes legais do jovem também solicitaram que Aline fosse investigada por injúria relacionada à orientação sexual. Segundo a petição, durante uma discussão anterior à agressão, a influenciadora teria chamado a vítima de “viado”, “viadinho”, “gay” e “bichinha”.
A portaria, entretanto, formalizou somente a investigação da possível tentativa de homicídio, tendo Nelson como investigado. O documento esclarece que outras infrações poderão ser acrescentadas ao procedimento caso surjam elementos de comprovação durante as diligências.
Até o momento informado, não havia no inquérito uma decisão confirmando a abertura de uma investigação contra Aline pelas supostas ofensas. Também não houve indiciamento nem denúncia apresentada à Justiça, e a apuração permanece em andamento.
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