Polícia investiga namorado de Aline Mineiro por suspeita de tentativa de homicídio
São Paulo
29°C 15°C
quarta-feira, 05 de agosto de 2026
Dólar R$ 5,125 -0,07%
Euro R$ 5,918 +0,11%
CLUBE OS

Polícia investiga namorado de Aline Mineiro por suspeita de tentativa de homicídio

Namorado de Aline Mineiro é investigado por tentativa de homicídio após agressão a jovem em condomínio

Avatar De Ana CarolineAna CarolineFamosos05/08/2026 às 12:50 05/08/2026 às 12:51

Polícia Investiga Namorado De Aline Mineiro Por Suspeita De Tentativa De Homicídio
Foto: Reprodução / Instagram / X

A Polícia Civil de São Paulo instaurou um inquérito para apurar como tentativa de homicídio a agressão atribuída a Nelson Mesquita, namorado da influenciadora Aline Mineiro, contra um jovem de 20 anos.

O procedimento foi aberto pelo 11º Distrito Policial de Santo Amaro, segundo documento obtido pelo portal Splash.

O que aconteceu no condomínio?

A agressão ocorreu em 28 de julho, no condomínio onde a vítima, Aline e Nelson residem, em Santo Amaro, na zona sul da capital paulista. Conforme a portaria responsável pela abertura do inquérito, o comerciante teria dado socos e chutes no jovem e continuado os golpes mesmo depois que ele caiu e perdeu a consciência.

Na avaliação preliminar da autoridade policial, as circunstâncias indicariam, em tese, “a intenção de matar ou a assunção do risco do resultado morte”. O documento aponta que a morte não teria ocorrido devido à intervenção de outras pessoas. Nelson aparece formalmente como investigado, e o procedimento foi encaminhado à competência do Tribunal do Júri.

Um trecho do inquérito descreve os relatos considerados para a abertura da investigação:

“Relatos colhidos indicam que o agressor desferiu socos e chutes, continuando a ação violenta mesmo após a vítima estar caída e desacordada no solo, o que resultou em perda de consciência e sangramentos graves.”

O portal O Segredo não conseguiu contato com a defesa de Nelson Mesquita para obter um posicionamento específico sobre o inquérito. O veículo declarou que a reportagem seria atualizada em caso de manifestação.

Ocorrência foi registrada inicialmente como lesão corporal

O boletim de ocorrência elaborado no dia seguinte ao episódio classificou o caso, inicialmente, como lesão corporal. Na ocasião, uma médica do Hospital Israelita Albert Einstein teria informado à delegada responsável que o paciente não apresentava lesões que caracterizassem perigo de vida.

A autoridade policial ressaltou, contudo, que esse enquadramento era provisório e poderia ser alterado após a apresentação do exame de corpo de delito, dos prontuários médicos e de outros elementos reunidos durante a investigação.

Dois dias depois, os advogados do jovem solicitaram formalmente a abertura de um inquérito por tentativa de homicídio. O pedido, assinado por Leandro Falavigna e Pedro Micheloni Spagnuolo, foi acompanhado por documentos médicos e imagens das câmeras de segurança do condomínio.

Em uma portaria emitida em 31 de julho, o delegado reconheceu a necessidade de apurar a hipótese de tentativa de homicídio. Ele determinou que o boletim de ocorrência, o laudo pericial e outros documentos fossem incluídos nos autos. Duas gravações do sistema de monitoramento também foram anexadas.

Testemunha relata agressões após perda de consciência

De acordo com o boletim de ocorrência, uma recepcionista do condomínio afirmou ter visto Nelson desferir socos e chutes contra a vítima. Ela declarou que os golpes continuaram mesmo após o jovem cair e aparentar estar desacordado. A testemunha também relatou que Aline tentou interromper as agressões.

O coordenador de segurança chegou ao local quando a violência já havia terminado. Em depoimento, ele afirmou que encontrou o rapaz caído e Nelson em pé nas proximidades. A vítima teria recuperado a consciência pouco antes da chegada do funcionário e vomitado no local.

O pai do jovem relatou que encontrou o filho inconsciente, cercado por sangue e vômito. Depois de recobrar a consciência, a vítima teria demonstrado confusão na fala e continuado a vomitar. O próprio pai a levou ao Hospital Israelita Albert Einstein.

Os documentos médicos anexados ao inquérito descrevem contusões em diferentes áreas da cabeça e do rosto, além de cortes relacionados ao trauma. Os exames não apontaram alterações no encéfalo. Segundo a defesa, o jovem permaneceu hospitalizado até 31 de julho.

Nelson afirma que tentou proteger Aline Mineiro

Em depoimento prestado à polícia e em uma nota, Nelson apresentou uma versão diferente do episódio. Ele alegou que o jovem avançou de forma intimidatória contra Aline e que decidiu intervir por acreditar que a influenciadora poderia ser agredida.

O comerciante declarou que avançou contra o rapaz para impedir aquilo que interpretou como uma ameaça imediata. Conforme sua versão, a intenção era exclusivamente proteger Aline e a mãe dela.

Em seu depoimento, a influenciadora também afirmou que o jovem teria estufado o peito e avançado em sua direção. Aline declarou que Nelson interveio para defendê-la e que, posteriormente, os dois homens iniciaram “agressões físicas mútuas”.

A defesa da vítima contesta essa narrativa. No pedido apresentado à polícia, os advogados afirmam que as imagens mostram Nelson se aproximando escondido atrás de Aline e iniciando os golpes sem oferecer possibilidade de reação. Eles sustentam ainda que o jovem não levantou as mãos nem ameaçou agredir a influenciadora.

Defesa solicita apuração de supostas ofensas homofóbicas

Os representantes legais do jovem também solicitaram que Aline fosse investigada por injúria relacionada à orientação sexual. Segundo a petição, durante uma discussão anterior à agressão, a influenciadora teria chamado a vítima de “viado”, “viadinho”, “gay” e “bichinha”.

A portaria, entretanto, formalizou somente a investigação da possível tentativa de homicídio, tendo Nelson como investigado. O documento esclarece que outras infrações poderão ser acrescentadas ao procedimento caso surjam elementos de comprovação durante as diligências.

Até o momento informado, não havia no inquérito uma decisão confirmando a abertura de uma investigação contra Aline pelas supostas ofensas. Também não houve indiciamento nem denúncia apresentada à Justiça, e a apuração permanece em andamento.

Destaque-o e pressione Ctrl + Enter.

Cadastre-se para comentar

Os comentários continuam visíveis para todos. Para participar da conversa, crie sua conta do Clube OS e volte para esta matéria.

Cadastro gratuito Conta pessoal para participar Entrada rápida com Google ou Facebook Retorno direto para esta matéria

Liberar área de comentários

Conta gratuita Sem pagamento nesta etapa
Criar conta para comentar
Depois de entrar, recarregue a página para liberar o formulário.

PUBLICIDADE

Todos os campos são obrigatórios.