Richarlison comenta disputa judicial sobre imóvel em Angra dos Reis

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Richarlison perdeu a posse de uma mansão em Angra dos Reis, avaliada em cerca de R$ 10 milhões, em disputa judicial com o advogado Willer Tomaz; o STJ confirmou o direito de posse de Tomaz, embora Richarlison alegue ainda não ter recebido o valor investido.
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O que se sabe
FAQ editorial
O imóvel é alvo de disputa entre o jogador Richarlison e Willer Tomaz, advogado e amigo de Flávio Bolsonaro. A propriedade, situada em uma área litorânea valorizada de Angra dos Reis, motivou o processo que já passou pelo Superior Tribunal de Justiça, com participação das magistradas Ana Paula Zantut e Renato Velasco no caso.
O atacante Richarlison voltou a se manifestar, na quinta-feira (24/9), sobre o embate judicial em torno de uma mansão avaliada em cerca de R$ 10 milhões, localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O jogador do Tottenham publicou uma foto do imóvel em um story no Instagram e escreveu: “A ilha que me tomaram”.
A disputa em torno do imóvel teve início quando uma empresa ligada ao atleta adquiriu a propriedade. Tempo depois, a posse passou às mãos do advogado Willer Tomaz, próximo do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), por decisão judicial. O caso teve desfecho definitivo no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que confirmou o direito do advogado sobre o bem.
O episódio recente não representa a primeira manifestação pública do jogador sobre a questão. Em junho, ele já havia compartilhado um vídeo publicado por Flávio Bolsonaro, que trazia imagens aéreas da área em disputa, reacendendo a discussão sobre a posse do terreno localizado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.
O jogador Richarlison relatou, em comentário no Instagram, ter investido cerca de R$ 10 milhões na compra do imóvel. Segundo o atleta, porém, ele acabou perdendo a propriedade e, até o momento, não recebeu de volta o valor desembolsado na negociação.
“Realmente gastei em torno de R$ 10 milhões lá. E simplesmente me tomaram. E estou até hoje sem receber a minha grana”, escreveu.
O comentário foi publicado em uma postagem de Ana Paula Zantut, advogada especializada em direito imobiliário, que usou o caso do jogador como exemplo para explicar, a partir da situação relatada, a diferença entre posse e propriedade de um imóvel — questão que, de acordo com a publicação, está no centro da discussão levada à Justiça.
A controvérsia gira em torno da aquisição do imóvel por uma empresa vinculada ao jogador Richarlison e ao empresário Renato Velasco. Ainda que a compra tenha ocorrido dentro da legalidade, outra empresa afirma que já ocupava o terreno antes da venda ser concretizada e, por isso, reivindica a posse do espaço.
A partir desse impasse, o litígio na Justiça passou a girar em torno da distinção entre propriedade — o direito formalmente registrado em cartório — e posse, que diz respeito à ocupação e ao uso concreto do bem.
Flávio Bolsonaro é citado no processo, mas nunca figurou formalmente como parte no caso. De acordo com reportagem publicada em 2022 pelo Metrópoles, o senador foi arrolado como testemunha a pedido dos advogados do jogador Richarlison.
O nome do senador aparece nos autos porque ele visitou a mansão em disputa antes de a negociação ser concluída. Depois, retornou ao imóvel acompanhado do advogado Willer Tomaz, amigo pessoal de Flávio Bolsonaro, o que motivou sua inclusão como testemunha no processo.
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