Espiritualidade

O poder que há na oração

Dia desses, enquanto dirigia, vi um adesivo em um carro que me deixou profundamente incomodada: Ora que Melhora. Achei que sua apresentação era um desserviço à fé porque banalizava a oração, transformando-a em algo do tipo varinha de condão.



Vivemos em um tempo dito pós-moderno, onde “as pessoas entendem que o seu desejo é uma ordem”.

Ora que Melhora poderia ser mal-interpretada e percebida como “Ordene! Que Deus fará”. Mas quem somos nós para ordenar algo àquele que, de fato, é o Senhor?

Somos pó que ao pó voltará (Ec 3.20), barro nas mãos do oleiro (Is 64.8). Não temos poder ou autoridade alguma para ordenar o que quer que seja ao Todo-Poderoso. Por isso minha indignação.


Não me dei conta que eu estava confundindo a essência da oração com a prática equivocada de alguns que se utilizam dela com a intenção de transformar o Senhor em servo.

Graças a Deus, o Espírito Santo interveio e ministrou ao meu coração que apesar de sermos tão pequenos e limitados o Deus grandioso, amando-nos graciosamente nos ensinou em Fp 4.6: “quando estiverem ansiosos, não permaneçam assim, mas me a-presentem seus pedidos através da oração”.

Parei o carro, refleti e me dei conta que na realidade, não havia nada de errado com o Ora que Melhora porque, de fato, a Palavra de Deus está recheada de exemplos de orações respondidas que trouxeram àqueles que ousaram orar, alívio, consolo, cura, restauração, milagres e vitórias.

Como diz a canção, Deus não rejeita oração. Na realidade, Ele não somente não rejeita como nos ordena a orar, acolhendo a nossa oração e nos respondendo com poder. É por isso que o apóstolo Tiago nos conclama: Ore! “há alguém que está sofrendo? Ore!” (Tg 5.13). A oração de um justo é poderosa e eficaz (Tg 5.16b) porque ela é feita a um Deus que é ilimitadamente poderoso pra fazer muito mais do que tudo o que pedimos ou pensamos de acordo com o seu poder que atua em nós (Ef 3.20).


Quer um exemplo? Em sua carta, no cap. 5 versos 17 e 18, Tiago relata o poder da oração. Ele assim diz: “Elias era humano como nós. Ele orou fervorosamente para que não chovesse, e não choveu sobre a terra durante três anos e meio. Orou outra vez, e os céus enviaram chuva, e a terra produziu os seus frutos.” Aleluia!

É por isso que eu canto:

Eu creio no poder dos joelhos que se dobram 
Eu creio no poder da oração 


Eu creio no poder das mãos que se levantam 
Eu creio no poder da oração 
Vou levar meus problemas pra Deus 
Entregar meus problemas pra Deus 

Abençoar minha família, minha casa, meus irmãos, 
Pois eu creio no poder da oração 
Eu creio no poder da oração 
Sim, eu creio no poder da oração.


São tantas as situações difíceis em nossas vidas. Situações que nos trazem sofrimento, medo, que nos deixam impotentes, tão limitadamente impotentes e paralisados.

O que fazer nesses momentos? Como lutar?

Os cristãos da Igreja primitiva nos orientaram com seu exemplo. Pouco tempo após a ascensão de Jesus Cristo, já sofrendo forte perseguição, diz o texto de At 4. 29 e 30 que juntos em oração clamaram ao Senhor, pedindo-lhe: “Agora, Senhor, considera as ameaças deles e capacita os teus servos para anunciarem a tua palavra corajosamente. Estende a tua mão para curar e realizar sinais e maravilhas por meio do nome do teu santo servo Jesus”. O verso seguinte diz: “Depois de orarem, tremeu o lugar em que estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a Palavra de Deus.”

Depois de orarem, o medo e a perseguição não puderam lhes deter. Assim eles prosseguiam, batalhando em oração (At 12.12; Cl 4.12). E porque oravam podiam contemplar o poder de Deus em ação, enchendo, curando, libertando, trazendo à realidade fatos que até então não passavam de anseios impossíveis.


Como bem afirmou certo pregador, a oração é como uma chave que abre os depósitos do poder infinito de Deus. Portanto, se queremos ter acesso a ele, precisamos orar. Na verdade orar é um dever de todo cristão.

O próprio Jesus Cristo em Lc 18.1 nos exorta sobre o dever de orar sempre, sem desanimar orando ao Pai porque dEle virá a recompensa (Mt 6.6).

Paulo nos ensinou a orar em todas as ocasiões, apresentando nossas inquietações e os nossos pedidos a Deus. (Ef 6.18 e Fp 4.6)

Tão simples e tão pouco praticado por nós! Por que será?


Certa vez, ouvi uma irmã se lamentar que não orava mais porque não sabia ao certo como orar. E, de fato, não sabemos, assim diz a Palavra em Rm 8.26. Mas temos um Deus tão maravilhosamente gracioso que nos presenteou com o seu Espírito, inigualá-vel companheiro de oração. Ele nos ajuda em nossa fraqueza e intercede por nós com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26).

Há uma canção que nos lembra esta verdade. Nos orienta a recorrer ao Santo Espírito de Deus, nosso sempre presente intercessor. Você quer tê-lo como companheiro de oração? Você precisa de um companheiro de oração? Convide-o assim:

Espírito Santo ore por mim
Leve pra Deus tudo aquilo que eu preciso


Espírito Santo use as palavras 
Que eu necessito usar, mas não consigo
Me ajude nas minhas fraquezas
Não sei como devo pedir 
Espírito Santo vem interceder por mim
Todas as coisas cooperam pra o bem 
Daqueles que amam a ti 
Espírito Santo vem orar por mim
Estou clamando, estou pedindo 
Só Deus sabe a dor que estou sentindo 
Meu coração está ferido 
Mas o meu clamor está subindo 

Quando o medo bater à sua porta. Quando o inesperado te surpreender. Quando você se sentir sem saída, sem poder, sem forças. Ore! E não se preocupe com a beleza e eloqüência de sua oração, pois o Espírito Santo intercederá por você. E a sua oração subirá como incenso (Ap 8.4) ao Deus todo poderoso que ouve e responde poderosamente. Amém!

Até quando o sofrimento é necessário para o nosso aprendizado?

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