Comportamento

Mulher recebe e-mail de vizinhas de condomínio pedindo que pare de usar “shortinhos”

A mulher foi surpreendida com uma mensagem polêmica das vizinhas. Entenda!



O uso de roupas curtas pelas mulheres ainda é um grande tabu quanto ao seu significado.

Embora, nos tempos atuais, muitas tenham se levantado para defender o direito de se vestir como bem entendem, grande número de pessoas ainda discorda e constantemente tenta pressioná-las a se encaixar em determinados padrões de conduta de vestuário, mesmo quando estão fora de seus ambientes de trabalho e estudo.

A brasiliense Najhara Noronha, de 36 anos, que trabalha como técnica de laboratório, passou por uma situação bastante particular no último dia 17, dentro de seu apartamento. Segundo informações do G1, enquanto fazia uma prova on-line da faculdade, foi surpreendida com um e-mail polêmico.


Segundo ela, o e-mail era de suas vizinhas, que se intitulam “Conselho de Mulheres” do condomínio e nomearam a mensagem como “Solicitação de vestuário apropriado”.

As vizinhas pediram que a moradora deixasse de andar pelas áreas comuns do condomínio com “shortinhos” e roupas de academia.

Além disso, usaram a mensagem para pedir à técnica que não use “vestes que não sejam bermudas ou roupas mais adequadas”.


Direitos autorais: Reprodução

Segundo as vizinhas, o motivo do pedido é o fato de que as roupas usadas por Najhara faziam com que os casais do condomínio sentissem-se constrangidos.

Najhara ficou surpresa com a mensagem, contou que reside no condomínio há quase um ano e meio e que anda pouco pelas áreas de convivência, circulando apenas quando sai para praticar esportes.


Também se mostrou bastante incomodada com o e-mail dizendo que o fato de um grupo de mulheres, ou apenas uma mulher, “se achar no direito de definir” o que ela deve ou não vestir é algo injustificável.

Depois de ler o desconfortável e-mail, Najhara disse que foi procurar entender melhor toda a situação. Ela conversou com dois funcionários do prédio para tentar esclarecer as coisas mas, segundo ela, eles não sabiam da existência de um “Conselho de Mulheres” nem souberam informar de onde a mensagem saiu.

Então, Najhara contatou um advogado para conversar com o síndico e “analisar o caso”.


Sem dúvidas, essa é uma situação bastante desconfortável. Como você enxerga isso? Está do lado das pessoas que enviaram o e-mail a Najhara ou acredita que a moradora usa de seus direitos de condômina?

Comente abaixo sua opinião e compartilhe o texto nas redes sociais!


“Quando a educação não é libertadora, o sonho do oprimido é ser o opressor.”

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