Tamir Nadav, americano de 46 anos, foi encontrado morto em Maringá após mais de duas semanas desaparecido

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O corpo de Tamir Nadav, americano de 46 anos, foi encontrado amarrado e morto em sua casa em Maringá, com um casal suspeito de envolvimento por interesse financeiro. A polícia investiga o caso, que inclui sumiço, uso do patrimônio da vítima e fuga do casal.
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Um corpo encontrado amarrado com fita adesiva em uma casa de Maringá, no Norte do Paraná, foi identificado como o de Tamir Nadav, de 46 anos, natural de Nova York, nos Estados Unidos. Ele estava desaparecido havia mais de duas semanas e atuava no desenvolvimento de jogos digitais, vivendo no Brasil desde 2021.
A vítima foi localizada em um cômodo trancado por cadeado, na sexta-feira (18), depois que moradores sentiram um cheiro forte vindo de dentro do imóvel onde ele residia. A identificação do corpo foi confirmada apenas nesta terça-feira (22), alguns dias após a descoberta.
De acordo com Luiza Di Pietro, amiga de Tamir, ele já havia passado por empresas em São Francisco, nos Estados Unidos, em Montreal, no Canadá, no Rio de Janeiro e em Maringá, cidade onde acabou morando.
Nas redes sociais, Tamir Nadav costumava compartilhar dicas sobre videogames e fazia comentários a respeito da indústria de jogos digitais, área em que construiu sua carreira profissional ao longo dos anos.
“Ele era o gringo mais brasileiro, sabe? Porque ele idolatrava o nosso país […] Ele era aquela pessoa que ele aprendeu português. Ele falava muito bem, entendia muito bem. Sempre que ele ia num lugar, ele vivia a cultura do Brasil”, detalha a amiga.
O corpo do americano Tamir Nadav foi encontrado morto na sexta-feira (18), no Norte do Paraná, amarrado com fita adesiva. Segundo Luiza Di Pietro, ele mantinha amigos em diversas regiões do país, incluindo São Francisco, Nova York, Rio de Janeiro e São Paulo, e costumava trocar mensagens com frequência com esses contatos.
“Tamir é um cara extremamente presente. Todo mundo que está me mandando mensagem [quando a vítima estava desaparecida] fala: ‘Nossa, o Tamir sumiu’, porque ele era um cara que mandava mensagem um por um”.
A identificação de Tamir só foi possível por meio da arcada dentária, já que o estado do corpo dificultava o reconhecimento imediato. As autoridades de Maringá seguem investigando o caso para apurar a data exata da morte e a causa do óbito.
De acordo com o delegado Adriano Garcia, responsável pelo caso, um casal é apontado como suspeito de participação na morte de Tamir. Os dois, cujos nomes não foram revelados, dividiam moradia com o americano e foram avistados por uma amiga da vítima em 3 de setembro, mesma data em que o desaparecimento dele foi registrado em boletim de ocorrência. A polícia solicitou a prisão preventiva do homem.
Segundo apurado pela polícia, o casal suspeito realizou, em 1º de setembro, diversas compras em estabelecimentos comerciais de Maringá, entre elas a aquisição de dois relógios avaliados em R$ 10 mil. A investigação constatou que o valor utilizado nas compras pertencia à vítima, o que reforça a suspeita de que os dois tinham acesso ao patrimônio do americano.
Segundo o delegado, existem indícios de que a dupla deixou às pressas a residência em 3 de setembro, logo após a visita de uma amiga da vítima. Um dos elementos que sustentam essa hipótese é um pacote de comida encontrado intacto sobre a mesa, sugerindo fuga repentina do local.
A motivação do crime, segundo a polícia, estaria relacionada a interesse patrimonial: o casal teria se apropriado de bens e valores pertencentes a Tamir antes de abandonar a casa, encontrada com sinais evidentes de abandono no momento em que o corpo foi localizado.
“[…] Provavelmente por terem sido surpreendidos, eles foram embora da casa e já não voltaram”, detalhou o delegado.
Segundo o boletim de ocorrência da Polícia Militar, uma amiga do americano registrou queixa sobre o desaparecimento dele no dia 3 de setembro. Naquela data, ela foi até a residência onde ele vivia e foi atendida por um casal que ela não conhecia; os dois afirmaram que o homem havia ido a São Paulo.
Ainda assim, ela considerou a explicação suspeita e procurou as autoridades para relatar o caso.
Já na sexta-feira, ela retornou ao endereço acompanhada de outra amiga, mas dessa vez ninguém abriu a porta. Vizinhos contaram às duas que as luzes da casa permaneciam acesas havia vários dias, sem qualquer indício de movimento no interior do imóvel, além de um odor forte que vinha do local.
As mulheres repassaram a chave da casa aos policiais militares, que ingressaram no imóvel para verificar a situação.
De acordo com o registro policial, o ambiente apresentava restos de comida sobre a mesa, a televisão ligada e objetos espalhados pelo chão. No segundo andar, os agentes depararam com o escritório completamente revirado e o computador também ligado.
Ao lado desse cômodo, havia um outro ambiente trancado com cadeado, com um líquido amarelo espalhado pelo chão. A equipe policial arrombou a porta e encontrou o corpo da vítima, que estava com as mãos e os pés amarrados com fita adesiva.
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