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Vídeo revela atitude “macabra“ de um dos presos pela morte de Maria Eduarda e gera revolta na web

Gravação publicada anos antes do acidente em Limeira repercutiu nas redes sociais após a prisão de integrantes do grupo responsável pela atividade de rope jum

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias17/06/2026 às 09:23 17/06/2026 às 12:48

Preso Pela Morte De Maria Eduarda Aparece Em Vídeo &Quot;Desovando Corpo&Quot; Em Ponte
Foto: Reprodução / X

Após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), uma gravação antiga compartilhada por integrantes do grupo responsável pelos saltos passou a ganhar destaque nas redes sociais.

O vídeo foi publicado em setembro de 2022 por Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, apontado pelas investigações como líder do grupo Entre Cordas. Nas imagens, uma pessoa aparece dentro de um saco plástico preto e é arremessada da ponte durante uma brincadeira promovida pelo grupo. A publicação foi compartilhada com a legenda “Desovando corpo”.

Durante a gravação, é possível ouvir uma contagem regressiva enquanto algumas pessoas se divertem com a situação. Logo depois, uma voz diz “joga esse corpo”. O vídeo mostra uma pessoa participando da atividade aparentemente por vontade própria, acomodada dentro do saco plástico, após supostamente manifestar o desejo de experimentar aquela sensação.

Depois que Egoroff foi identificado entre os presos investigados pela morte de Maria Eduarda, o conteúdo voltou a ser amplamente compartilhado nas redes sociais. O instrutor costumava divulgar registros de saltos realizados na Ponte do Esqueleto em seus perfis pessoais. Em suas apresentações, ele se identificava como bombeiro civil e ressaltava conceitos ligados à prática do rope jump, como “segurança, técnica e experiência”.

Além da repercussão envolvendo a gravação, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU), órgão vinculado ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, informou que o grupo Entre Cordas não possuía autorização para promover atividades esportivas no local onde ocorreu o acidente.

Relato aponta momento em que o erro foi notado

Em depoimento prestado à polícia, um dos integrantes da equipe afirmou que não percebeu de imediato que Maria Eduarda havia sido lançada sem estar conectada ao principal sistema de segurança utilizado na atividade.

De acordo com o relato, ele só compreendeu a gravidade da situação ao ouvir gritos e perceber a reação das pessoas que acompanhavam o salto. Após ser alertado sobre o ocorrido, deixou a plataforma para verificar o que havia acontecido.

O integrante declarou ainda que utilizou técnicas de rapel para descer até o local e encontrou a jovem sendo socorrida por pessoas que tentavam prestar os primeiros atendimentos. Entre elas estava uma profissional da área da saúde, que realizava procedimentos de reanimação enquanto aguardava a chegada das equipes de emergência.

Investigação apura morte durante atividade de rope jump

A morte de Maria Eduarda está sendo investigada como uma possível falha operacional ocorrida durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto. Até o momento, não há qualquer indício de que os envolvidos tenham agido com a intenção de lançar a jovem sem a corda de segurança durante a atividade.

Segundo informações repassadas à Polícia Militar, as testemunhas somente perceberam que a jovem teria sido lançada sem que a corda principal estivesse corretamente conectada ao equipamento de segurança já durante a queda.

Após o acidente, Luis Felipe Feliciano Egoroff, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, foram presos em flagrante e autuados por homicídio com dolo eventual.

As equipes de resgate foram acionadas rapidamente para atender a ocorrência, mas a jovem não resistiu aos ferimentos causados pela queda. O caso continua sendo investigado pelas autoridades responsáveis.

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