Hospital identificou indícios de violência sexual em bebê de 10 meses morta em Fortaleza; dois homens foram presos

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A bebê Helena, de 10 meses, apresentou sinais compatíveis com violência sexual segundo a SSPDS do Ceará, resultando na prisão de duas pessoas próximas à família. A causa da morte ainda não foi confirmada, e investigações sobre asfixia estão em andamento.
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O que se sabe
FAQ editorial
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) informou que a unidade de saúde responsável pelo atendimento da bebê Helena, morta aos 10 meses, identificou na criança sinais considerados compatíveis com violência sexual.
O caso aconteceu em Fortaleza, na última segunda-feira (13/7), e resultou na prisão de duas pessoas. Foram detidos o homem apontado inicialmente como “padrasto” da bebê, mas que, segundo a apuração, era um “ficante” da mãe, além de um primo dele.
Os investigadores também apuram a possibilidade de a criança ter sido vítima de asfixia. A hipótese ainda não foi confirmada e permanece sob investigação das autoridades.
O portal O Segredo busca localizar os representantes responsáveis pela defesa dos investigados. O espaço continua disponível para eventuais manifestações sobre o caso.
De acordo com informações apuradas pela coluna Na Mira, a mãe declarou à polícia que mantinha uma relação recente com o homem preso. Ela afirmou que os dois haviam se conhecido poucos dias antes do ocorrido.
Durante o depoimento, a mulher contou que compareceu a uma festa realizada no apartamento do investigado, que posteriormente foi detido junto com um primo. Em determinado momento, ela percebeu que havia algo errado com Helena e acreditou inicialmente que a filha estivesse engasgada.
A Delegacia de Combate à Exploração da Criança e do Adolescente (Dececa) afirmou que os depoimentos prestados pela mãe e pelo tio serão essenciais para reconstituir a sequência dos acontecimentos e esclarecer qual teria sido a participação de cada pessoa envolvida.
A bebê foi sepultada na terça-feira (14/7). Durante o velório da filha, a mãe passou mal e sofreu um episódio de desmaio.
Segundo a Dececa, o homem descrito pela mãe como seu ficante e o primo dele foram levados à unidade policial apresentando sinais de embriaguez.
Helena chegou a ser socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde, mas não resistiu. A causa da morte ainda não foi oficialmente determinada, e a Polícia Civil aguarda a conclusão dos exames e laudos periciais para esclarecer o caso.
Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes através do número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.
O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.
Também é possível denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes nos Conselhos Tutelares, Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público, bem como através dos números Disque 181, estadual; e Disque 156, municipal.
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