Após deportação, brasileira casada com militar americano retorna aos EUA e busca reabrir seu processo de imigração

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Maisa Lopes Eliaser, brasileira casada com militar americano, foi removida de um voo de deportação ao Brasil e voltou aos EUA após mais de um mês detida por descumprimento de prazo de visto. Ela tenta agora reabrir seu processo migratório para obter o green card.
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FAQ editorial
A brasileira Maisa Lopes Eliaser, casada com um militar dos Estados Unidos, retornou ao país norte-americano depois de ser removida de um voo que a levaria de volta ao Brasil, em deportação, segundo a Associated Press.
Maisa já estava a bordo de um avião com destino ao Brasil quando, durante o trajeto, agentes de imigração receberam uma chamada. Segundo relato da própria brasileira, um agente questionou se ela preferia continuar viagem até o Brasil ou retornar aos Estados Unidos.
Enquanto os demais deportados desceram em solo brasileiro, Maisa permaneceu na aeronave e retornou à Louisiana. Ela contou que agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE) comentaram que ela havia ficado “famosa” em razão da repercussão de vídeos sobre sua situação.
A brasileira permaneceu detida por mais de um mês, desde sua prisão em 8 de julho, ocorrida durante um compromisso de rotina ligado ao processo de imigração. Ela relata dificuldades para dormir até hoje e diz temer a possibilidade de retornar ao centro de detenção, local onde afirma ter sido tratada “como um animal”.
Está marcado para segunda-feira um novo atendimento de Maisa, na tentativa de reabrir o processo migratório e dar seguimento ao pedido de green card, documento que garante autorização de residência permanente no país. “Parecia que eu estava em um pesadelo”, afirmou ela. “Dia após dia, tento me recuperar desse trauma.”
Segundo o Departamento de Segurança Interna dos EUA, Maisa, de 32 anos, teve ordem final de remoção emitida em 15 de abril. A determinação partiu de um juiz de imigração, motivada pela permanência dela no país mesmo após o vencimento do visto de turista com o qual havia entrado nos EUA em 2019.
Seu marido, Alexis Jaramillo, é cidadão americano e atua no Exército há mais de uma década, como especialista em operações de aviação. Ele precisou se afastar temporariamente de suas funções em Fort Polk, na Louisiana, para assumir os cuidados do filho de Maisa, de 5 anos.
A situação da brasileira integrava uma lista de dezenas de casos de famílias de militares detidas após o governo de Donald Trump revogar proteções concedidas a esse grupo. Após a divulgação do caso, parlamentares democratas iniciaram uma investigação sobre deportações envolvendo integrantes das Forças Armadas e seus familiares. De acordo com Jaramillo, o senador Mark Kelly também passou a acompanhar a situação.
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