Casal é suspeito de homicídio após a morte do filho recém-nascido em Duque de Caxias

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Um casal foi preso em flagrante em Duque de Caxias acusado de homicídio qualificado pelo assassinato do filho recém-nascido, que teria sido asfixiado logo após o parto. O pai detalhou que a mãe teria causado a morte, e o corpo foi ocultado em um saco plástico na casa da família.
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O que se sabe
FAQ editorial
A Polícia Civil realizou, no último sábado (25), a prisão em flagrante de um homem e uma mulher acusados de estarem envolvidos na morte do filho recém-nascido do próprio casal. O caso ocorreu em Jardim Primavera, distrito de Duque de Caxias, região da Baixada Fluminense.
De acordo com as apurações policiais, o recém-nascido teria apresentado sinais de vida ao nascer, mas teria sido asfixiado logo depois do parto. O pai, em depoimento às autoridades, relatou que, após a morte do bebê, embrulhou o corpo em um saco plástico, fez um nó na embalagem e a depositou em uma área nos fundos do imóvel onde a família residia.
Diante das evidências reunidas durante a investigação, o casal foi detido e deverá responder pelo crime de homicídio qualificado perante a Justiça.
Segundo apuração da 60ª Delegacia de Polícia (Campos Elíseos), o parto ocorreu durante a madrugada, com a mulher contando apenas com o auxílio do companheiro no momento em que a criança nasceu.
Após o nascimento, ela apresentou complicações de saúde e precisou ser levada por familiares até um hospital da região. Já durante o atendimento médico, profissionais da unidade passaram a questionar os parentes sobre onde estaria o recém-nascido.
Foi então que os familiares revelaram que o bebê não estava mais vivo e que o corpo permanecia na residência da família. Diante da informação, o corpo da criança acabou sendo retirado do imóvel e levado à unidade de saúde — episódio que motivou a abertura das investigações sobre o caso, agora conduzidas pela Polícia Civil.
Segundo apurou a Polícia Civil, familiares do casal relataram desconhecer a gravidez, que teria sido escondida durante toda a gestação, sem que ninguém percebesse o que estava acontecendo.
No depoimento prestado às autoridades, o pai contou que a criança nasceu viva e chegou a emitir choro logo depois do parto. Ele relatou aos investigadores que a mãe teria causado a morte do recém-nascido apertando o pescoço do bebê e pressionando uma peça de roupa contra seu rosto, na tentativa de fazê-lo parar de chorar.
O homem afirmou ainda que recebeu a criança já sem vida em suas mãos. Diante da ausência de qualquer movimento do bebê, ele decidiu colocar o corpo dentro de um saco plástico, amarrar bem a embalagem e deixá-la em um dos cômodos da casa onde moravam, no Jardim Primavera, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
“Ela pegou um pano e abafou o bebê com a mão. Quando ela passou o neném para mim, ele já estava desse jeito. Ele deu uma ameaçada de chorar na hora em que a avó apareceu. Eu botei o pano no rosto dele, mas eu não apertei. Não asfixiei, tipo de apertar o pescoço”, disse o pai da criança em depoimento a polícia.
De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam que o casal não tinha interesse em ter o filho, fator que, segundo a linha de apuração adotada pelos policiais, teria sido o motivo para o homicídio. Com base nos elementos reunidos até o momento, ambos foram detidos em flagrante e formalmente autuados pelo crime de homicídio qualificado.
Ao prestar depoimento, o pai da criança disse que não reagiu durante os fatos e explicou ter entrado em estado de choque logo após o nascimento do bebê. Segundo ele contou aos investigadores, não teve como evitar a ação que atribui à companheira, e ele reforçou que sua fala não busca livrá-lo de responsabilidade sobre o ocorrido.
Ainda segundo o relato do homem, depois de deixar o recém-nascido no imóvel onde moravam, ele teve uma conversa com a mulher. Em seguida, dirigiu-se à residência da sogra, de onde retirou duas sacolas plásticas, conforme descreveu aos agentes responsáveis pelo caso.
“Peguei dois sacos […] e, do jeito que ele estava, só enrolei ele. Não apertei nem nada […] Coloquei ele desse jeito na sacola e deixei lá onde estava”, detalhou o pai.
No depoimento prestado à Polícia Civil, o pai contou que ele e a companheira até cogitaram esconder o corpo do bebê recém-nascido. De acordo com o que foi relatado, apesar de o tema não ter sido tratado com profundidade entre o casal, a possibilidade de enterrar a criança chegou a ser mencionada, momento anterior ao encaminhamento da mulher para atendimento médico.
Se você presenciar um episódio de violência contra crianças ou adolescentes, denuncie o quanto antes através do número 100, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.
O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.
Também é possível denunciar casos de maus-tratos e negligência a crianças e adolescentes nos Conselhos Tutelares, Polícias Civil e Militar e ao Ministério Público, bem como através dos números Disque 181, estadual; e Disque 156, municipal.
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