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Caso Vitória: laudo revela detalhe chocante sobre a investigação

Caso Vitória ganha novo desdobramento após laudo revelar detalhe chocante sobre a investigação

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias30/06/2026 às 18:02

Caso Vitória: Laudo Revela Detalhe Chocante Sobre A Investigação
Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal - Instagram

Em fevereiro deste ano, a estudante Vitória Silva de Oliveira Pedroso, de 20 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro dentro da casa onde morava, na região do Valo Velho, na Zona Sul de São Paulo.

O principal suspeito pelo crime é Bruno Rodrigues Martins, de 25 anos. Ele já tinha registros envolvendo violência contra mulheres e havia sido preso anteriormente por uma agressão cometida contra a própria Vitória.

Além de cursar o ensino superior em pedagogia, Vitória também trabalhava como balconista em um supermercado localizado em Itapecerica da Serra.

Segundo familiares, a jovem havia decidido encerrar o relacionamento depois de enfrentar episódios de violência. Ela tinha se mudado para uma casa própria apenas uma semana antes de ser morta.

Laudo pericial traz novos detalhes do caso

Um novo laudo obtido pelo portal BacciNotícias trouxe novos elementos ao caso. O advogado criminalista Dr. Lucas Silva Santos, que representa a família de Vitória Silva de Oliveira Pedroso, afirmou que teve acesso aos autos do processo e pretende pedir a ampliação da denúncia apresentada pelo Ministério Público.

Inicialmente, Bruno foi denunciado pelo crime de feminicídio. No entanto, a família da vítima busca que outras possíveis violações apontadas no processo também sejam incluídas na acusação.

De acordo com o advogado responsável pelo caso, os documentos indicariam que Vitória teria sofrido outras agressões antes da morte, com marcas de violência identificadas.

“Antes da morte, ela foi abusada sexualmente, tem inclusive mordida nos seios e penetração anal, assim de fato que estamos lutando agora pra que haja um aditamento da denúncia do Ministério Público e que o ex responda também, além do feminicídio pelo crime de estupro”, disse o advogado.

Familiares de Vitória afirmaram estar profundamente abalados e revoltados com os detalhes revelados durante o avanço das investigações.

Vitória chegou a acionar o botão do pânico

Vitória Silva de Oliveira Pedroso era acompanhada pelo programa “Guardiã Maria da Penha”, iniciativa criada para monitorar e proteger mulheres vítimas de violência doméstica que possuem medidas protetivas.

Segundo um agente da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de Itapecerica da Serra, a jovem acionou o botão do pânico cerca de um mês antes do crime, após relatar uma agressão praticada pelo ex-companheiro.

Conforme o relato do agente, o suspeito ficou à disposição da Justiça, mas acabou liberado depois da audiência de custódia. Em seguida, Vitória mudou de endereço, mas a nova residência não foi informada ao sistema de acompanhamento do programa.

A suspeita é de que a jovem possa ter retomado contato com Bruno. No entanto, a mudança de endereço teria dificultado o monitoramento. No dia do crime, a Guarda foi chamada por moradores e encontrou Vitória já sem vida.

Após ser preso, Bruno confessou o assassinato e alegou que cometeu o crime por acreditar que havia sido traído. Ele foi encontrado escondido nos fundos da casa de uma irmã, na Zona Sul de São Paulo, e segue à disposição da Justiça.

Tags: Caso Vitória, Vitória Silva de Oliveira Pedroso, feminicídio, violência contra mulher, Lei Maria da Penha, botão do pânico, Bruno Rodrigues Martins, São Paulo

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