Delegada fornece detalhes sobre prisão e investigações de crimes de Nicolas Archanjo Silva

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Nicolas Archanjo Silva, conhecido como “Monstro da Zona Leste”, foi preso sob suspeita de estupro de vulnerável contra uma adolescente de 16 anos, com indícios de outras vítimas e crimes relacionados à automutilação. A polícia segue investigando com análise de equipamentos eletrônicos para identificar mais casos.
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O que se sabe
FAQ editorial
Nicolas Archanjo Silva, apontado como “Monstro da Zona Leste”, foi preso pela Polícia Civil sob suspeita de estupro de vulnerável contra uma jovem de 16 anos, com gravação de imagens e indução à automutilação.
Segundo a delegada Joiciane Carvalho Borges, a quantidade exata de vítimas segue indefinida, havendo indícios de que outros casos possam ter ocorrido fora de São Paulo. Equipamentos eletrônicos foram recolhidos para dar continuidade às apurações.
Em entrevista ao Grupo Bacci Notícias, a delegada Joiciane Carvalho Borges, que acompanhou pessoalmente o depoimento de uma das vítimas, deu detalhes sobre como as autoridades chegaram até o suspeito e esclareceu os motivos pelos quais ainda não é possível precisar quantas pessoas podem ter sido alvo de seus crimes.
“Existem várias investigações em curso, não se sabe ao certo quantas vítimas”, afirmou a delegada. De acordo com ela, o comportamento atribuído ao investigado sugere que os crimes podem ter acontecido repetidas vezes.
Nicolas Archanjo Silva está preso por determinação da Justiça e continua detido. Conforme a Polícia Civil, a prisão temporária foi decretada após a apuração de uma denúncia que envolve o estupro de uma adolescente de 16 anos.
Segundo a corporação, o suspeito teria levado a vítima até sua residência, oferecido bebida alcoólica a ela e, em seguida, cometido o crime, chegando ainda a registrar e divulgar imagens do ato.
A delegada relatou que o caso chegou ao conhecimento da polícia por meio de um influenciador identificado como “Pai de Gatos”. A partir das informações repassadas, as equipes policiais realizaram diligências até conseguir localizar o suspeito. Na sequência, a prisão temporária foi requerida e concedida pela Justiça.
Joiciane detalhou ainda que, até o momento, a classificação penal considerada pela polícia é, em tese, a de estupro de vulnerável, uma vez que a vítima é menor de idade e, conforme apurado, estaria aparentemente sob efeito de alguma substância.
“Porém, vai ser analisado pelo Ministério Público, pela magistrada, e vai existir uma tipificação definitiva”, esclareceu.
Para além do episódio que resultou na prisão, há outras apurações em curso. O Metrópoles apurou que a polícia já identificou pelo menos duas outras possíveis vítimas fora de São Paulo, e que o suspeito também responde a investigações por incentivo à automutilação de crianças e adolescentes, além de outros delitos cometidos no meio digital.
De acordo com a delegada, o investigado demonstra uma capacidade de articulação social que pode tornar mais difícil reconhecer de imediato seu comportamento criminoso. Ela fez questão de ressaltar, no entanto, que não pretende traçar um perfil psicológico do suspeito, já que não possui qualificação técnica para esse tipo de análise.
“Ele tem uma habilidade social, é notável, ele tem frieza, ele realmente não se arrepende, ele se justifica daquilo que ele faz e tenta transferir a culpa para a vítima. Essas são características que eu posso afirmar que ele possui”, declarou.
A delegada Joiciane Carvalho Borges alertou ainda sobre os riscos nas redes sociais, reforçando que os pais precisam acompanhar de perto o que crianças e adolescentes acessam na internet. “Tenha prudência”, orientou. Segundo ela, os crimes originados no ambiente virtual têm se tornado cada vez mais frequentes.
A apuração sobre o caso do “monstro da ZL”, Nicolas Archanjo Silva, continua em curso, com a Polícia Civil analisando celulares apreendidos durante as investigações. A expectativa é identificar outras possíveis vítimas e determinar a real extensão dos crimes atribuídos ao suspeito.
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