Delegado relata feminicídio de médica em Maringá, com detalhes sobre o crime e a prisão do suspeito

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A médica Gassi Paola de Souza Mazia foi encontrada morta com pelo menos dez golpes de arma branca em seu apartamento, onde manchas de sangue e facas sujas foram encontradas. João Vitor Domingues Romeiro foi preso em flagrante como suspeito do feminicídio e está sob custódia policial.
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O que se sabe
FAQ editorial
O apartamento onde a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta apresentava manchas de sangue em vários cômodos e facas sujas de sangue. As informações foram divulgadas pelo delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá, no Paraná.
Em um vídeo com declarações à imprensa, publicado nas redes sociais do delegado no último domingo (6), Garcia descreveu o imóvel como: “um cenário de terror”
O delegado também informou que a vítima teria sido atingida por pelo menos dez golpes de arma branca.
Adriano Garcia foi o responsável por formalizar a prisão em flagrante de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, companheiro de Gassi.
Em declaração ao Estadão, o delegado explicou que o flagrante foi registrado inicialmente pela Delegacia de Homicídios. Posteriormente, o inquérito acabou transferido para a Delegacia da Mulher de Maringá, que ficará responsável pela continuidade das investigações.
Segundo Garcia, Romeiro teria viajado para Maringá na noite de sábado (5) com a intenção de visitar o filho de 8 meses que tinha com Gassi. Os dois estavam separados, mas, conforme o relato do delegado, o homem tentava retomar o relacionamento.
Ainda de acordo com as informações apresentadas pela autoridade policial, o casal teria discutido durante a visita. Em seguida, Romeiro teria atacado a médica e, conforme os elementos reunidos inicialmente pelos investigadores, colocado o bebê para dormir antes de sair do apartamento. Depois, ele teria seguido para Mandaguari, município onde vivem parentes de sua mãe.
O delegado declarou que o suspeito teria revelado a pessoas próximas o que havia acontecido. Uma delas prestou depoimento à polícia e, segundo Garcia, afirmou que Romeiro havia confessado o crime.
A Polícia Militar encontrou o homem na residência da mãe, em Mandaguari, e realizou a prisão. Ele apresentava ferimentos causados por arma branca e foi levado ao Hospital Universitário de Maringá, onde permanecia sob escolta policial.
O bebê de 8 meses, filho de Gassi e Romeiro, estava dentro do apartamento quando a médica foi encontrada. Conforme a versão relatada pelo delegado, a criança teria sido colocada para dormir antes de o suspeito abandonar o imóvel.
Durante as diligências, a polícia também apreendeu o telefone celular de Romeiro. Os investigadores pretendem extrair os dados armazenados no aparelho para auxiliar na apuração do caso.
A morte é investigada como feminicídio. Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, localizada em Sarandi, cidade próxima a Maringá. Procurada pelo Estadão, a defesa de Romeiro informou que está analisando o caso e que deverá se pronunciar posteriormente.
Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um deles, denuncie o quanto antes através do número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.
O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.
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