"Um cenário de terror": delegado revela detalhes do feminicídio de médica no Paraná
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“Um cenário de terror”: delegado revela detalhes do feminicídio de médica no Paraná

Delegado relata feminicídio de médica em Maringá, com detalhes sobre o crime e a prisão do suspeito

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias08/09/2026 às 10:19

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Foto: Reprodução / Arquivo Pessoal - Facebook

O apartamento onde a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi encontrada morta apresentava manchas de sangue em vários cômodos e facas sujas de sangue. As informações foram divulgadas pelo delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá, no Paraná.

Em um vídeo com declarações à imprensa, publicado nas redes sociais do delegado no último domingo (6), Garcia descreveu o imóvel como: “um cenário de terror”

O delegado também informou que a vítima teria sido atingida por pelo menos dez golpes de arma branca.

Adriano Garcia foi o responsável por formalizar a prisão em flagrante de João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, companheiro de Gassi.

Em declaração ao Estadão, o delegado explicou que o flagrante foi registrado inicialmente pela Delegacia de Homicídios. Posteriormente, o inquérito acabou transferido para a Delegacia da Mulher de Maringá, que ficará responsável pela continuidade das investigações.

Prisão em flagrante

Segundo Garcia, Romeiro teria viajado para Maringá na noite de sábado (5) com a intenção de visitar o filho de 8 meses que tinha com Gassi. Os dois estavam separados, mas, conforme o relato do delegado, o homem tentava retomar o relacionamento.

Ainda de acordo com as informações apresentadas pela autoridade policial, o casal teria discutido durante a visita. Em seguida, Romeiro teria atacado a médica e, conforme os elementos reunidos inicialmente pelos investigadores, colocado o bebê para dormir antes de sair do apartamento. Depois, ele teria seguido para Mandaguari, município onde vivem parentes de sua mãe.

O delegado declarou que o suspeito teria revelado a pessoas próximas o que havia acontecido. Uma delas prestou depoimento à polícia e, segundo Garcia, afirmou que Romeiro havia confessado o crime.

A Polícia Militar encontrou o homem na residência da mãe, em Mandaguari, e realizou a prisão. Ele apresentava ferimentos causados por arma branca e foi levado ao Hospital Universitário de Maringá, onde permanecia sob escolta policial.

Médica deixa filho de 8 meses

O bebê de 8 meses, filho de Gassi e Romeiro, estava dentro do apartamento quando a médica foi encontrada. Conforme a versão relatada pelo delegado, a criança teria sido colocada para dormir antes de o suspeito abandonar o imóvel.

Durante as diligências, a polícia também apreendeu o telefone celular de Romeiro. Os investigadores pretendem extrair os dados armazenados no aparelho para auxiliar na apuração do caso.

A morte é investigada como feminicídio. Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, localizada em Sarandi, cidade próxima a Maringá. Procurada pelo Estadão, a defesa de Romeiro informou que está analisando o caso e que deverá se pronunciar posteriormente.


Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um deles, denuncie o quanto antes através do número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

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