Presa após a morte de Maria Eduarda em salto de rope jump relata ter ouvido o barulho da queda na Ponte do Esqueleto

Resposta rápida
Evelyne dos Santos Gonçalves, presa por suspeita de obstrução nas investigações da morte de Maria Eduarda em um salto de rope jump, afirmou à polícia que ouviu o barulho da queda, mas não viu o momento exato do acidente. Outros seis envolvidos, incluindo instrutores e organizadores, foram presos por homicídio doloso e...
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
Evelyne dos Santos Gonçalves, presa dias após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas em um salto de rope jump, no último dia 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, afirmou em depoimento à polícia, no dia da tragédia, que “ouviu o barulho” da queda.
Ela disse que não viu o momento exato do salto, mas percebeu a reação de choque do público e dos instrutores.
Evelyne foi presa no último sábado (20/6), sob suspeita de obstruir elementos considerados importantes para a investigação. O portal Metrópoles teve acesso ao depoimento prestado por ela logo depois da tragédia.
A mulher era responsável por cadastrar os participantes dos saltos e também por editar e publicar vídeos para “viralizar” nas redes sociais. Depois da morte de Maria Eduarda, a organizadora apagou o perfil “Entre Cordas”, ligado à empresa responsável pelo evento.
Em depoimento à delegada Andrea Dantas Levy, Evelyne definiu a morte como uma “fatalidade” e afirmou que não ouviu alertas do público sobre a falta de cordas no salto de Maria Eduarda. Segundo ela, do ponto onde fazia o cadastro dos próximos participantes, não era possível enxergar a plataforma de saltos.
“Eu ouvi a plateia. Quando ouvi um ‘meu Deus’, levantei. Eu estava sentada preenchendo alguma coisa, recebendo alguém. Quando levantei, olhei as meninas em choque. (…) Então, eu ouvi o barulho também. Eu ouvi o ‘meu Deus’ e ouvi o barulho”, disse.
Depois disso, Evelyne relatou que permaneceu sobre a Ponte do Esqueleto em estado de choque. Ela negou que os outros instrutores tenham fugido do local após o acidente.
“Eu fico em choque, eu não saio dali. Acho que, um tempo depois, meia hora depois, [eu ouço] os gritos do acompanhante [de Maria Eduarda]. Sabe quando você acha que vai desmaiar? Aqueles gritos que estavam entrando. Eu chamo no rádio e falo: ‘Por favor, estou sozinha aqui, me ajuda, manda um apoio aqui para mim, eu só quero entender o que aconteceu’. Os meninos chegaram, todos eles”, disse.
“E eu perguntei o que aconteceu. Ninguém sabia. Todos eles estavam em choque: Maicon em choque, Felipe em choque”, completou ela.
Evelyne e outras cinco pessoas estão presas por envolvimento na morte de Maria Eduarda.
Inicialmente, no dia do salto (13/6), foram presos os instrutores que arremessaram a jovem sem que ela estivesse amarrada às cordas. Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, Luís Felipe Feliciano Egoroff, de 32, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, respondem por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de matar, ainda que não haja intenção direta.
No último sábado (20/6), outras pessoas também foram presas temporariamente: Evelyne, João Antônio, Gabriel Barros Martins e João Antônio Pivetta da Silva.
Segundo a polícia, João Antônio foi o responsável por retirar a câmera GoPro que estava presa ao braço da vítima. Conforme a investigação, ele e Gabriel Barros também integravam o grupo Entre Cordas, responsável pela organização do evento. A polícia aponta que ambos fugiram do local após a morte de Maria Eduarda.
Além do crime de homicídio com dolo eventual, a investigação também apura uma possível fraude processual cometida pelos envolvidos. De acordo com a apuração, foram encontrados indícios de que conteúdos digitais “potencialmente relevantes à elucidação do caso” teriam sido apagados pelos suspeitos, o que motivou os pedidos de prisão e de busca e apreensão.
Cadastre-se para comentar
Os comentários continuam visíveis para todos. Para participar da conversa, crie sua conta do Clube OS e volte para esta matéria.
Liberar área de comentários