Conhecida como Bibi Perigosa, jovem de 24 anos foi morta dentro de cela em presídio de Criciúma

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Gabriela Ribeiro Lebarbechon, conhecida como “Bibi Perigosa”, foi encontrada morta na cela da Penitenciária Feminina de Criciúma, com sinais de estrangulamento, e uma interna confessou o ato afirmando ter agido após ameaças. A Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social está colaborando com as investigações.
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O que se sabe
FAQ editorial
Na tarde de domingo (21), Gabriela Ribeiro Lebarbechon, de 24 anos, natural de Orleans e conhecida no sistema prisional pelo apelido de “Bibi Perigosa”, foi encontrada morta na cela 03 do setor de triagem da Penitenciária Feminina de Criciúma, no Sul de Santa Catarina.
Agentes penitenciários relataram ter ouvido pedidos de socorro. Um policial penal que estava próximo ao local percebeu a movimentação e se aproximou da janela da unidade para verificar o que estava acontecendo.
Ao observar o interior da cela, o agente viu duas internas em pé, posicionadas em lados opostos da porta, enquanto aguardavam a chegada da equipe de segurança. Próximo à janela, no chão, estava uma terceira detenta caída de costas.
Conforme a descrição inicial da ocorrência, os pedidos de ajuda foram feitos de forma contida, sem demonstrações claras de desespero, situação que chamou a atenção dos servidores que atenderam ao caso.
A morte teria ocorrido na tarde de domingo (21), mas a informação só foi divulgada oficialmente na segunda-feira (22), pela Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social.
Quando chegaram à cela, os agentes penitenciários encontraram a jovem com uma peça de roupa amarrada ao pescoço, presa por dois nós. Diante da cena, um dos policiais retirou o tecido na tentativa de reverter a situação e iniciou manobras de reanimação.
Em seguida, equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram chamadas e deram continuidade aos procedimentos de socorro. Apesar das tentativas, a morte foi confirmada ainda dentro da unidade.
Com as internas colocadas em celas separadas, uma das detentas teria começado a chorar e apontado a outra como responsável pelo estrangulamento da vítima.
Ao ser questionada pelos agentes, a suspeita negou inicialmente qualquer participação no ocorrido. No entanto, ainda durante o atendimento da ocorrência, ela teria confessado a autoria do ato, alegando que agiu após supostas ameaças feitas pela vítima.
Gabriela respondia a uma execução penal na Comarca de Orleans, relacionada a diferentes condenações por crimes como furto, dano, desacato, resistência, posse de entorpecentes e descumprimento de medida protetiva, conforme registros judiciais.
Desde janeiro de 2025, ela estava em regime aberto, mas voltou a ser presa em flagrante no mês seguinte, após violar uma medida protetiva, sem retornar ao benefício da liberdade. Em fevereiro do mesmo ano, a Justiça revogou o regime e determinou sua progressão para o semiaberto.
Em abril de 2026, durante o cumprimento da pena, Gabriela foi detida novamente em razão de outro delito. A prisão em flagrante acabou sendo convertida em preventiva.
A regressão definitiva ao regime semiaberto havia sido determinada no fim de maio de 2026, menos de um mês antes de sua morte.
Em nota, a Secretaria de Estado da Justiça e Reintegração Social informou que a pasta e a Polícia Penal de Santa Catarina colaboram integralmente com as autoridades responsáveis pela apuração do caso.
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