Vizinha ouviu mãe implorar ao filho antes de ser decapitada em Belo Horizonte, segundo a Polícia Civil

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O filho de Jussara Maria, com esquizofrenia, matou a mãe decapitando-a na capital mineira, conforme confessado à polícia. A vítima tentou impedir o crime pouco antes de morrer, segundo relato de uma vizinha.
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O que se sabe
FAQ editorial
O sargento Gleidson Wellys, responsável por atender à ocorrência da mulher que foi decapitada pelo próprio filho na madrugada desta segunda-feira (22/6), na capital mineira, afirmou que uma vizinha relatou ter ouvido Jussara Maria implorando para que o filho não cometesse o crime.
Segundo o relato, antes de morrer, Jussara teria dito: “Não faça isso, meu filho. Eu te amo.”
De acordo com o que a vizinha contou aos militares, ela ouviu o barulho de alguma coisa dentro do imóvel. Depois disso, não escutou mais nada. O local, segundo o relato, ficou completamente em silêncio.
O sargento Gleidson Wellys disse que ficou “chocado” com a cena encontrada durante o atendimento da ocorrência. O suspeito de cometer o crime é o próprio filho da vítima, de 27 anos. Conforme relatos de familiares e vizinhos, ele tem esquizofrenia. O homem confessou o crime aos policiais militares.
“Nesses 20 anos de polícia, nunca vi tanta violência contra uma mulher. Foi bárbaro.”
A declaração foi feita pelo sargento da Polícia Militar de Minas Gerais. A vítima, identificada como Jussara Maria Rodrigues da Cruz, de 54 anos, não compareceu a compromissos com familiares no sábado (20/6), o que causou estranhamento entre parentes.
Preocupados, eles acionaram a polícia e pediram que uma equipe fosse até o apartamento para verificar se algo havia acontecido.
Quando chegaram ao local, os militares encontraram a mulher no quarto, já decapitada. O filho dela também estava no imóvel e confessou o crime aos policiais.
O sargento Gleidson Wellys afirmou ainda que o homem não demonstrava arrependimento pelo que havia feito. Segundo o policial, a postura do suspeito chamou a atenção pela frieza.
“Ele estava muito tranquilo, muito frio. É raro deparar um filho que mata a mãe da forma que matou, decapitando e tal, e a maneira de ele estar frio, cantando até dentro da viatura, sorrindo nas fotos.”
Na sequência, o policial completou a descrição sobre o comportamento do suspeito: “É macabro, é estranho.”
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou, por meio de nota, que a perícia esteve no local para identificar e recolher vestígios relacionados ao crime. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, onde passaria por exames.
Segundo a PCMG, o homem foi detido por policiais militares e levado ao Hospital Odilon Behrens para atendimento. Depois, ele foi encaminhado à delegacia.
“A causa e as circunstâncias da morte serão investigadas e outras informações serão repassadas após o avanço dos trabalhos de Polícia Judiciária.”
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