Um incêndio destruiu a estátua da Pedra da Feiticeira, atração turística de São Vicente, no litoral paulista

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Um incêndio destruiu a estátua da Pedra da Feiticeira em São Vicente, SP, sem feridos, e a causa do fogo ainda é desconhecida. O prefeito informou que imagens de câmeras de segurança serão analisadas para entender o ocorrido.
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Um incêndio destruiu a estátua da Pedra da Feiticeira, atração turística de São Vicente, no litoral paulista, na tarde de ontem. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 17h53 para o local, na avenida Ayrton Senna, e não houve feridos.
A escultura, de 3,5 metros de altura e feita em fibra de vidro, foi tomada pelo fogo em pouco tempo. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ainda não há informações sobre a causa do incêndio.
A corporação mobilizou oito bombeiros e três viaturas para o atendimento. As equipes utilizaram água de um caminhão de incêndio para conter as chamas.
Registros publicados nas redes sociais mostram a proporção do fogo, com chamas altas envolvendo a estátua e uma espessa coluna de fumaça escura pairando sobre a Pedra da Feiticeira.
Depois de apagar o fogo, os bombeiros deixaram a área em segurança e acionaram o policiamento local para que fossem tomadas as providências administrativas cabíveis.
O prefeito de São Vicente, Kayo Amado, confirmou nas redes sociais que a estátua foi queimada. Em um vídeo gravado durante visita ao local à noite, ele escreveu na legenda: “Queimaram a estátua da Feiticeira. Inacreditável”.
Amado afirmou ainda que a prefeitura vai reunir as imagens captadas pelas câmeras de monitoramento instaladas na orla para tentar entender o ocorrido.
O material será analisado na tentativa de esclarecer as circunstâncias do incêndio.
“Tudo o que a gente tiver de imagem, a gente vai pegar”, declarou o prefeito. Segundo ele, a Guarda Civil Municipal (GCM) também participou do atendimento à ocorrência.
Localizada em meio à água do mar, na Praia do Itararé, a Pedra da Feiticeira é um dos principais pontos turísticos de São Vicente. A escultura ali instalada remete a uma personagem de lenda tradicional da cidade, no litoral de São Paulo.
Segundo o relato, uma mulher aguardava sobre a pedra o retorno de um marinheiro português, por quem havia se apaixonado. De acordo com a versão divulgada pela Prefeitura de São Vicente, o ponto onde ela permanecia à espera passou a ser conhecido como “Cama da Velha”.
A escultura foi obra do artista Francisco Telles, morto em 2016. Nascido em Sergipe e radicado na Baixada Santista, Telles também assinou a estátua do Padre Anchieta, erguida na praça da Biquinha, em São Vicente, consolidando-se como um dos nomes ligados à memória artística e histórica da cidade.
Além da Pedra da Feiticeira e da estátua do padre jesuíta, o artista produziu um busto de Pelé e assinou os cenários utilizados na Encenação de Martim Afonso, espetáculo histórico tradicionalmente realizado em São Vicente para relembrar episódios da fundação da cidade, considerada a primeira vila do Brasil.
Segundo o relato, destruir estátuas representa o primeiro estágio de um processo que pode evoluir para violência contra pessoas, conforme indicam registros históricos. A atitude é classificada como intolerável, motivada por sentimento de ódio.
O episódio gerou repercussão e críticas de autoridades e moradores da região.
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