Marcus Vinicius foi encontrado morto em Ribeirão Preto, e Amanda Carla é a principal suspeita do crime

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Marcus Vinicius foi assassinado a facadas em seu apartamento em Ribeirão Preto, e Amanda Carla da Silva foi presa em flagrante e teve prisão preventiva decretada. Ela alega legítima defesa, enquanto a família da vítima contesta essa versão, afirmando que viviam como casal.
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O que se sabe
FAQ editorial
A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o assassinato do autônomo Marcus Vinicius Gonçalves da Silva, de 32 anos, morto a facadas na madrugada da última segunda-feira (07) em um apartamento no bairro Reserva Macaúba, na Zona Norte de Ribeirão Preto (SP).
O caso repercutiu depois que parentes de Marcus Vinicius contaram que a investigada fez uma transmissão ao vivo em seu próprio perfil de rede social, mostrando o corpo da vítima ensanguentado no chão do imóvel.
Amanda Carla da Silva, de 22 anos, foi presa em flagrante e teve a prisão preventiva decretada após transmitir o corpo da vítima em uma live nas redes sociais. A suspeita alega legítima defesa e nega vínculo afetivo, enquanto familiares da vítima afirmam que eles viviam como casal e contestam o perfil agressivo atribuído ao homem.
Amanda Carla da Silva, ao depor na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ribeirão Preto, afirmou que agiu em legítima defesa. Segundo ela, dividia o apartamento com Marcus Vinicius havia apenas dois meses, como forma de dividir gastos, negando qualquer envolvimento amoroso entre os dois.
Ela relatou ter sido surpreendida por Marcus Vinicius portando uma faca ao voltar de um compromisso, situação que a fez reagir com outra arma branca que mantinha escondida sob o travesseiro.
Os familiares da vítima rejeitam essa versão. A irmã de Marcus Vinicius declarou, em entrevista, que o irmão vivia um relacionamento estável com Amanda e tinha temperamento afetuoso, sem histórico de agressividade. Como prova, apresentou trocas de mensagens e recibos referentes à compra de alianças, sugerindo planos de casamento entre o casal.
O advogado que atua em nome da família da vítima sustenta que as provas técnicas e os vestígios encontrados no local do crime contradizem a alegação de legítima defesa apresentada pela suspeita.
A Polícia Civil recolheu os aparelhos celulares tanto da vítima quanto de Amanda, com o intuito de periciar conversas trocadas entre eles e os registros da transmissão feita ao vivo durante o episódio. Paralelamente, as autoridades examinam gravações das câmeras de segurança instaladas no condomínio e ainda esperam pelo resultado dos exames a serem concluídos pelo Instituto Médico Legal (IML).
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