Aline Vorcaro pede doações para cobrir despesas após bloqueio de bens da família

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Pessoas próximas a Daniel Vorcaro têm solicitado doações para sua mãe, Aline Vorcaro, que enfrenta dificuldades financeiras com bens da família bloqueados pela Justiça. Daniel cumpre pena em Brasília realizando trabalhos na prisão para remir parte da pena.
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FAQ editorial
Pessoas próximas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, preso e investigado por supostamente comandar um esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro após o escândalo envolvendo o Banco Master, têm feito pedidos de doações em dinheiro em nome de sua mãe, Aline Vorcaro, que enfrentaria dificuldades para arcar com despesas básicas, já que os recursos do filho e do marido estão bloqueados pela Justiça.
Henrique Vorcaro, marido de Aline e pai de Daniel, também foi preso durante a Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em maio deste ano, em Belo Horizonte. Conforme apurado pela corporação, ele é investigado por fazer parte de um grupo conhecido como “A Turma”, apontado como responsável por intimidar e vigiar pessoas consideradas desafetas de Daniel e Henrique Vorcaro.
À medida que as apurações avançam, bens e valores ligados aos investigados continuam sob restrições judiciais. O caso de Aline ganhou repercussão porque seu nome aparece em documentos relacionados à movimentação de recursos do grupo familiar.
Segundo reportagem publicada em abril deste ano, com base em dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), uma conta pessoal de Aline Vorcaro recebeu R$ 20,9 milhões em transferências feitas pela Multipar, empresa associada à família Vorcaro, entre 2020 e 2025.
A reportagem aponta ainda que a empresa movimentou mais de R$ 1 bilhão em transações entre contas de empresas, fundos e pessoas ligadas à família ou ao Banco Master.
Segundo o Coaf, as movimentações poderiam sinalizar tentativa de esconder patrimônio.
Enquanto isso, Daniel Vorcaro passou a executar serviços gerais, incluindo jardinagem e manutenção de uma horta, na unidade prisional conhecida como Papudinha, em Brasília, onde permanece detido. O objetivo é conseguir a redução da pena por meio da remição, mecanismo autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julho.
A Lei de Execução Penal prevê que detentos possam abater o tempo de prisão trabalhando, na proporção de um dia de pena remido a cada três dias de atividade laboral. Para que o benefício seja concedido, é necessário que as tarefas sejam registradas e, posteriormente, validadas pela Justiça, que analisa o cumprimento dos requisitos legais para autorizar o desconto no tempo de cumprimento da pena.
A informação é do jornal O Globo.
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