Médica é assassinada em plano arquitetado pela filha de 18 anos com o namorado

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Uma médica psiquiatra de Ohio foi assassinada em um atentado arquitetado pela filha de 18 anos, que planejou o crime envolvendo o namorado e um amigo dele para matar os próprios pais. A polícia confirmou que a jovem mentiu durante a investigação, atrasando a identificação dos suspeitos.
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O que se sabe
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Uma médica psiquiatra de Ohio, nos Estados Unidos, autora de um estudo sobre “adolescentes violentos e homicidas”, foi assassinada a tiros pelo namorado de sua filha de 18 anos e por um amigo dele, em um plano que a jovem teria arquitetado para matar os próprios pais, segundo apurou a polícia.
Tamela Dutcher foi atingida por um disparo no rosto, efetuado por Christian Evans, de 20 anos, e Dajameous Payne, de 21, durante uma invasão à residência da família no condado de Delaware, em Ohio, no dia 14 de agosto. As informações constam de um boletim de ocorrência obtido pelo jornal “NY Post”.
Ao ouvir o barulho, o marido da médica correu em socorro da esposa. Os invasores atiraram contra ele também, mas erraram o alvo e deixaram o local em seguida.
Equipes de paramédicos foram acionadas e chegaram a levar Tamela a um hospital nas proximidades, mas ela não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a polícia, Bryanna Dutcher, filha do casal, teria planejado o ataque contra os próprios pais depois de uma discussão com a mãe sobre tarefas domésticas que deveriam ter sido feitas mais cedo naquele mesmo dia.
Por trás do plano estaria um relacionamento mantido em segredo. Bryanna namorava Christian às escondidas porque temia a reação dos pais, descritos por ela como “muito racistas”, e tinha medo de ser expulsa de casa caso descobrissem que estava envolvida com um homem negro, segundo depoimento policial obtido pelo canal Oxygen.
Na noite do crime, Bryanna trocou mensagens de celular com Christian relatando a briga com a mãe, e foi nesse momento que o suspeito de ter efetuado os disparos teria sugerido o assassinato dos pais dela.
“Se eu fosse você, teria matado ela”, disse o namorado.

Direitos autorais: Divulgação / Delaware County Sheriff’s Office
De acordo com a investigação, foi Bryanna quem aceitou a ideia e montou o plano.
Christian foi até a residência acompanhado de Dajameous e aguardou do lado de fora por 15 minutos, até receber da namorada a confirmação de que os Dutcher estavam no local.
“OK, ela está na sala e ele no porão; quando você chegar aqui, me avise”, escreveu Bryanna, liberando a entrada da casa para a dupla.
Em resposta, Christian informou que estavam se preparando, calçando luvas, e que em seguida iriam “eliminar os dois ao mesmo tempo”. Depois dos tiros, Bryanna disse aos policiais que não havia visto quem havia cometido o crime e chegou a apontar suspeita contra uma amiga da mãe, alegando que essa pessoa devia dinheiro a Tamela.
“Acredita-se que Bryanna mentiu repetidamente às autoridades sobre o que sabia a respeito das circunstâncias do incidente, o que atrasou a identificação de pistas e suspeitos”, registrou a polícia no documento oficial do caso.
Christian e Dajameous acabaram sendo identificados como os principais suspeitos, e a polícia registrou o namorado de Bryanna no momento em que descartava uma sacola de lixo em uma caçamba nas proximidades de seu apartamento. Dentro da sacola havia um coldre e uma calça.
“A grande maioria dos jovens detidos por homicídio é do sexo masculino. As poucas garotas que cometem homicídio tendem a matar membros da própria família”, escreveram Tamela e o coautor Daniel Davis em um artigo publicado em janeiro de 2002 pela revista “International Journal of Adolescent Medicine and Health”.
O estudo também examinava a relação entre a raça dos autores dos crimes e o status socioeconômico dos suspeitos: “Cerca de um sexto de todos os americanos com menos de 18 anos são afro-americanos; nos últimos anos, aproximadamente metade dos jovens detidos por homicídio são afro-americanos”.
O trabalho de pesquisa conduzido por ela continua sendo citado como referência acadêmica na análise de padrões ligados a comportamentos graves cometidos por adolescentes.
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