Imagens revelam execução de Igor Oliveira por PMs durante abordagem em Paraisópolis

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Novas gravações mostram o momento em que Igor Santos é baleado durante abordagem policial em Paraisópolis, São Paulo, em julho passado. O vídeo será usado no julgamento dos policiais acusados de homicídio qualificado.
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Novas gravações registram o momento em que Igor Oliveira de Moraes Santos, de 24 anos, é atingido por policiais militares durante uma abordagem realizada em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, em julho do ano passado. O vídeo, obtido pelo Metrópoles, deverá ser apresentado aos jurados durante o julgamento criminal dos agentes envolvidos no caso.
As imagens foram captadas pela câmera corporal do soldado Hugo Leal de Oliveira Reis, um dos quatro policiais acusados pelo homicídio. No início da gravação, Igor e outros três jovens aparecem rendidos, mantendo as mãos atrás da cabeça. Depois, sons de tiros são ouvidos, e os quatro se assustam antes de se deitarem no chão.
Em seguida, Igor se levanta após receber uma ordem. Nesse instante, um policial dispara duas vezes contra o jovem. A gravação registra gemidos de dor. Em outro trecho, um segundo agente também atira.
Os policiais militares afirmaram que perseguiam pessoas suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas na comunidade no dia da morte de Igor. Segundo a versão dos agentes, os suspeitos estariam armados. Os jovens abordados, entretanto, negaram que portassem qualquer tipo de arma.
Conforme a denúncia, os tiros que provocaram a morte de Igor teriam partido das armas dos cabos Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima. Ambos respondem por homicídio qualificado, com as agravantes de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, pois o jovem já estaria rendido quando foi atingido fatalmente.
Renato Torquatto da Cruz e Robson Noguchi de Lima são os réus julgados pelo Tribunal do Júri. O julgamento deve continuar até quinta-feira (30/7), no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, quando chegará ao terceiro dia.
Os soldados Hugo Leal de Oliveira Reis, responsável pela câmera corporal que gravou a abordagem, e Victor Henrique de Jesus ainda não possuem julgamento marcado. Ambos respondem ao processo em liberdade.
Embora denunciados pelo mesmo crime, Hugo e Victor foram apontados como colaboradores. Segundo a acusação, eles não teriam realizado diretamente os disparos responsáveis pela morte de Igor.
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