Como pai e filho na lista da Interpol foram encontrados um ano após assassinatos no PR
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Como pai e filho na lista da Interpol foram encontrados um ano após assassinatos no PR

Pai e filho da Interpol foram encontrados em sítio após um ano foragidos

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias19/08/2026 às 10:19

Como Pai E Filho Na Lista Da Interpol Foram Encontrados Um Ano Após Assassinatos No Pr
Foto: Divulgação / Policia Civil

Um ano após o assassinato de quatro amigos que viajaram para cobrar uma dívida de R$ 255 mil, Antônio e Paulo Ricardo Buscariollo, pai e filho que constavam na lista vermelha da Interpol, foram localizados e presos nesta terça-feira (18). Os dois estavam escondidos em uma propriedade rural no interior do estado de São Paulo.

Os suspeitos foram encontrados em um sítio situado em Rio das Pedras (SP), município com aproximadamente 32 mil habitantes e localizado a cerca de 811 quilômetros de Icaraíma, no Paraná, cidade onde os crimes investigados aconteceram em agosto de 2025.

Outros dois filhos de Antônio também foram alvos da operação policial. Carlos Henrique Buscariollo foi preso em Santa Bárbara d’Oeste (SP), sob suspeita de ter fornecido apoio financeiro para a fuga do pai e do irmão. Carlos Eduardo Buscariollo também estava entre os alvos, porém já se encontrava preso por tráfico de drogas em São Bernardo do Campo (SP).

Relembre o caso: em 4 de agosto de 2025, Robishley Hirnani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso viajaram para encontrar Alencar Gonçalves de Souza e ajudá-lo a cobrar uma dívida de R$ 255 mil da família Buscariollo. Os corpos dos quatro homens só foram encontrados mais de um mês depois.

De acordo com o delegado Leonardo Luiz Martinez, da 7ª Subdivisão Policial de Umuarama, a localização dos suspeitos foi possível depois que os investigadores identificaram ligações da família Buscariollo com Santa Bárbara d’Oeste. O município fica a aproximadamente 38,8 quilômetros do local onde pai e filho foram encontrados.

“Foi esmiuçado o núcleo familiar [da família Buscariollo] e a gente detectou que eles eram de Santa Bárbara. Inclusive eles respondiam lá por umas medidas de prestação de serviço comunitário. Eram pessoas rastreadas. Então foi daí que a gente soube que existiam residências lá”, disse o delegado.

Renan Farah, advogado responsável pela defesa dos três presos, informou que aguarda a audiência de custódia de seus clientes. Segundo ele, a defesa possui elementos que demonstrariam que Carlos Henrique não estava na cidade no período em que os crimes ocorreram e, por esse motivo, não teria participado das mortes.

A Polícia Civil afirma trabalhar com a possibilidade de que outras pessoas também estejam envolvidas nos assassinatos. Até o momento, porém, os nomes de outros possíveis investigados não foram divulgados. Após as prisões, os suspeitos foram encaminhados para Umuarama, no Paraná.

Como Pai E Filho Na Lista Da Interpol Foram Encontrados Um Ano Após Assassinatos No Pr

Direitos autorais: Divulgação / Policia Civil

Como os investigadores localizaram o sítio em Rio das Pedras

Depois da fuga de Antônio e Paulo Ricardo, as equipes de investigação passaram a acompanhar possíveis trajetos e endereços que poderiam estar sendo utilizados como esconderijo. Durante esse trabalho, os policiais conseguiram confirmar que os dois passaram por Santa Bárbara d’Oeste enquanto permaneciam foragidos.

Segundo o delegado responsável pela investigação, uma operação chegou a ser realizada em Santa Bárbara d’Oeste em dezembro de 2025. Os suspeitos não foram presos naquela ocasião, mas os investigadores continuaram acompanhando os movimentos relacionados à família e passaram a monitorar o sítio localizado em Rio das Pedras.

Conforme a Polícia Civil do Paraná, Antônio e Paulo Ricardo ainda tentaram escapar durante a operação, mas acabaram sendo capturados pelos policiais em uma área de mata próxima à propriedade.

Também em dezembro de 2025, dois policiais civis foram alvos de mandados de busca e apreensão por suspeita de terem auxiliado os Buscariollo durante a fuga. Ao g1, a polícia informou que o procedimento administrativo responsável por apurar a conduta dos agentes continua em andamento.

O sítio onde Antônio e Paulo Ricardo foram encontrados não pertence à família Buscariollo. Segundo a Polícia Civil, o proprietário da área ainda deverá prestar depoimento para esclarecer as circunstâncias relacionadas à permanência dos suspeitos no local.

Sítio onde a dupla estava escondida

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Sítio Onde A Dupla Estava Escondida
Sítio Onde A Dupla Estava Escondida
Sítio Onde A Dupla Estava Escondida

Entenda o crime investigado pela Polícia Civil

Segundo a investigação, Alencar Gonçalves de Souza havia vendido um imóvel para a família Buscariollo. O pagamento teria sido acertado em dez parcelas de R$ 25 mil, mas nenhuma delas teria sido quitada. Diante da dívida, os amigos Robishley, Rafael e Diego saíram de São José do Rio Preto (SP) e viajaram até Icaraíma (PR) para ajudar Alencar a cobrar o valor.

Os quatro homens foram vistos pela última vez em 5 de agosto de 2025. Inicialmente, as autoridades conduziram a ocorrência como um caso de desaparecimento. Antes de sumirem, eles ainda conseguiram manter contato e conversar pela última vez com seus familiares.

Mais de um mês depois do desaparecimento, os corpos das quatro vítimas foram encontrados enterrados em um bunker, uma espécie de estrutura subterrânea. O local ficava a aproximadamente quatro quilômetros da propriedade rural onde, conforme a investigação, os assassinatos teriam ocorrido.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que os quatro homens tenham sido vítimas de uma emboscada quando retornaram à propriedade dos suspeitos, por volta das 12h30 daquele dia. As investigações continuam para esclarecer a participação de todos os envolvidos no crime.

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