Jovem morre após queda de 40 metros em rope jump, e seis funcionários são investigados por homicídio

Resposta rápida
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após cair cerca de 40 metros durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, São Paulo, em atividade sem autorização e com falha no equipamento. Seis funcionários foram detidos para apurar responsabilidade criminal por possível homicídio com dolo....
Resumo do conteúdo
O que se sabe
FAQ editorial
A Polícia Civil registrou um boletim de ocorrência para apurar a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, que morreu após participar de um salto de rope jump na chamada Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo.
Segundo as primeiras informações da investigação, os responsáveis pela atividade, que funcionaria sem alvará ou autorização legal, teriam lançado a jovem sem verificar se a corda principal estava presa ao equipamento de proteção individual.
A falha resultou em uma queda livre de aproximadamente 40 metros. O impacto no solo causou a morte imediata da vítima e, durante a chegada das autoridades, dois funcionários teriam tentado fugir, mas acabaram contidos.
No total, seis integrantes da equipe organizadora foram detidos e levados à delegacia plantonista para a apuração de responsabilidade por possível homicídio com dolo eventual. Enquanto isso, a área permaneceu isolada para a realização dos trabalhos da perícia técnica.
“Esta unidade policial informa a elaboração do Boletim de Ocorrência nº IY 3612/2026, capitulado inicialmente como possível homicídio por dolo eventual para apurar um acidente fatal ocorrido no município de Limeira, na estrutura conhecida como “Ponte do Esqueleto”, localizada na divisa com o município de Cordeirópolis.
Segundo os dados preliminares coletados, a vítima, identificada como Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos de idade, realizava a prática do esporte radical rope jump / bungee jumping a partir da referida ponte desativada.
No momento do salto, por motivos que seguem sob investigação técnica, os responsáveis pela atividade teriam incorrido em grave falha operacional ao arremessar a usuária sem certificar a fixação da corda principal ao seu equipamento individual de proteção. Ademais, apurou-se preliminarmente que a empresa organizadora do evento não possuía autorização legal ou alvará dos órgãos competentes para a realização de tais trabalhos no local.
Em decorrência da ausência de retenção mecânica, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas sofreu uma queda livre de aproximadamente 40 metros de altura diretamente contra o chão de terra localizado abaixo da estrutura. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) compareceram prontamente ao local, contudo o óbito foi constatado de forma instantânea devido à severidade do impacto.
Durante o atendimento da ocorrência e início dos trabalhos da Polícia Militar, dois dos funcionários tentaram empreender fuga do local, porém foram prontamente contidos e interceptados pelas equipes policiais. Ao final, seis funcionários ligados à organização da atividade foram detidos e conduzidos formalmente à delegacia plantonista para a lavratura dos procedimentos de polícia judiciária e apuração das responsabilidades criminais, enquanto o perímetro foi isolado para a realização dos trabalhos da Perícia Técnica Oficial.”
Antes de realizar o salto que terminou em tragédia na Ponte do Esqueleto, em Limeira, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas compartilhou uma mensagem nas redes sociais sobre a atividade que faria naquele dia.
A publicação foi feita na manhã deste sábado (13), poucas horas antes da queda. No registro, a jovem ironizou a própria coragem ao escrever uma frase sobre quem teria permitido que ela fosse pular de uma ponte.
Após a confirmação da morte, a postagem repercutiu rapidamente na internet e passou a ser interpretada por amigos e familiares como uma espécie de despedida involuntária.
“Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte”, escreveu ela na publicação.
Além da imagem, Maria Eduarda também publicou um vídeo em que fazia uma reflexão breve e questionava: “O que é a vida?”.
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