EUA sancionam brasileiros e empresas por suposto elo com o PCC e bloqueiam bens no país

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Os EUA sancionaram duas pessoas e quatro empresas ligadas ao PCC, bloqueando seus bens e proibindo negócios com cidadãos e empresas americanas. A medida faz parte da designação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras, ampliando o poder de atuação contra essas facções.
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O que se sabe
FAQ editorial
As sanções anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos nesta quarta-feira (1º/7) atingiram dois brasileiros, três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa apontados como supostamente ligados ao Primeiro Comando da Capital, o PCC.
Com a medida, todos os bens e ativos dos alvos localizados em território norte-americano passam a ficar bloqueados. Além disso, cidadãos e empresas dos Estados Unidos estão proibidos de realizar negócios com os sancionados.
Instituições financeiras estrangeiras que continuarem fazendo transações com os alvos também podem ser submetidas a sanções secundárias.
Sem mencionar nominalmente o Corinthians, o governo norte-americano relembrou que Victor Shimada, proprietário da Victory Trading, foi preso em janeiro de 2025 pela Polícia Federal por “lavar dinheiro ilícito de um clube de futebol brasileiro em um esquema fraudulento de patrocínio”.
“Victory foi usada para lavar dinheiro roubado de um clube de futebol brasileiro em um esquema de fraude publicitária”, diz comunicado pelo governo norte-americano.
Segundo inquérito conduzido pelo Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC), a empresa realizou um repasse de R$ 200 mil à UJ Football Talent Intermediação. O valor teria sido destinado à Neoway Soluções, supostamente registrada em nome de um laranja.
Em 5/6, o governo Donald Trump classificou oficialmente o PCC e o Comando Vermelho (CV) como Organizações Terroristas Estrangeiras, conhecidas pela sigla FTO em inglês.
A decisão, assinada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, muda de forma significativa o “status jurídico” das duas facções criminosas diante da comunidade internacional.
Com a designação oficial como Organizações Terroristas Estrangeiras, os dois grupos brasileiros deixam de ser tratados pela inteligência norte-americana apenas como gangues criminosas locais ou cartéis ligados ao narcotráfico.
A alteração amplia o poder de atuação global do governo dos Estados Unidos, permitindo a mobilização de agências de segurança nacional para rastrear, sufocar e neutralizar redes operacionais ligadas às duas facções fora do território brasileiro.
Além do bloqueio financeiro, a classificação também aciona mecanismos penais rigorosos contra qualquer pessoa ou empresa que ofereça apoio às facções.
O enquadramento pela Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos, a INA, impõe severas restrições de mobilidade e imigração para lideranças e membros cadastrados de ambas as organizações.
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