A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proferiu a decisão que impediu a TV Globo de mostrar o púlpito vazio do presidente Lula

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A ministra Estela Aranha, do TSE, decidiu impedir a TV Globo de exibir o púlpito vazio do presidente Lula no debate e vetou perguntas ao petista, levando ao cancelamento do evento. Ela possui carreira focada em Direito Digital e foi indicada ao TSE por Lula, com mandato iniciado em agosto de 2025.
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A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proferiu a decisão que impediu a TV Globo de mostrar o púlpito vazio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate marcado para esta quinta-feira (1º). A magistrada também vetou que os demais candidatos dirigissem perguntas ao petista durante o programa.
Diante da determinação, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) comunicou que não compareceria ao evento televisivo, classificando a medida da ministra como “censura”. A decisão de Estela, somada a outra tomada logo em seguida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) — que exigiu a presença de Renan Santos (Missão) —, pesou na escolha da TV Globo de cancelar o debate.
Estela Aranha é formada pela Universidade de São Paulo (USP) e construiu carreira voltada ao Direito Digital, à proteção de dados e à inteligência artificial. Ao longo do atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva, ela já exerceu a função de assessora especial da Presidência da República, antes de assumir cargo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No ano passado, Lula a indicou para ocupar uma das sete vagas do TSE, e ela tomou posse em 1º de agosto de 2025, para cumprir mandato de dois anos na corte eleitoral.
De acordo com o jornal Estadão, Estela também foi secretária nacional de Direitos Digitais do Ministério da Justiça, período em que a pasta era comandada por Flávio Dino, e atuou como assessora da ministra Cármen Lúcia no gabinete da Presidência do TSE, em fevereiro de 2025.
No campo internacional, integrou o Conselho Consultivo de Alto Nível da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Inteligência Artificial, atuação que reforça sua inserção em discussões globais sobre tecnologia e regulação digital.
A magistrada também compõe o grupo Prerrogativas, coletivo que reúne advogados identificados com posições de esquerda e com proximidade ao Partido dos Trabalhadores (PT).
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