Professor de jiu-jítsu é preso por estuprar 7 alunas e “vendê-las” a empresários
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Professor de jiu-jítsu é preso por estuprar 7 alunas e “vendê-las” a empresários

Carlos Vieira Holanda foi preso pela Polícia Civil do Amazonas por suspeita de estuprar e explorar sexualmente alunas

Avatar De Ana CarolineAna CarolineNotícias07/07/2026 às 09:46 07/07/2026 às 09:52

Professor Sendo Preso
Foto: Divulgação / PCAM

A Polícia Civil do Amazonas (PCAM) deteve, nesta segunda-feira (6/7), o professor de jiu-jítsu Carlos Vieira Holanda, que estava foragido havia mais de um mês. Ele é investigado em um inquérito que apura suspeitas de estupro de vulnerável, importunação sexual e exploração sexual. A captura foi realizada por policiais da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), responsável pela condução das investigações.

De acordo com as apurações, ao menos sete alunas adolescentes já foram identificadas como vítimas. As autoridades, contudo, trabalham com a possibilidade de que o total de jovens afetadas seja superior ao número confirmado até agora.

Conforme levantado pela DEPCA, o investigado se valia da promessa de fornecer quimonos e custear inscrições em campeonatos para se aproximar das adolescentes. A partir dessas ofertas, ele as levava para locais considerados inadequados, incluindo hotéis, onde, segundo a investigação, os abusos eram praticados.

Esquema sexual

A Polícia Civil apurou que as irregularidades iam além dos abusos sexuais atribuídos diretamente ao professor. Conforme a investigação, Holanda também participava de um esquema de exploração sexual envolvendo alunas, atuando como intermediador entre as jovens e patrocinadores interessados em obter vantagens financeiras.

Segundo os autos, ele teria coagido uma das estudantes a comparecer a um encontro com um empresário e a produzir conteúdo de natureza sexual com esse homem, com o objetivo de garantir benefícios prometidos por apoiadores ligados ao esporte.

As apurações indicam ainda que o investigado apresentava as vítimas como adolescentes recém-chegadas à modalidade, insinuando a disponibilidade de “meninas novas” no meio esportivo. A instituição comunicou que os empresários identificados nas investigações também foram responsabilizados e responderão criminalmente pelos abusos.

Medo e intimidação

As sete adolescentes afirmaram que apenas decidiram procurar a polícia depois que vieram à tona outros episódios de violência sexual no ambiente esportivo, o que lhes deu segurança para relatar as agressões.

De acordo com a DEPCA, o suspeito se valia do prestígio e da posição que ocupava no esporte para constranger as vítimas. Conforme a investigação, ele diminuía a gravidade dos fatos e sustentava que as atitudes não configuravam crime, influenciando as jovens a duvidarem da própria percepção sobre o ocorrido.

A Polícia Civil destacou que é fundamental que eventuais outras vítimas compareçam à delegacia para formalizar denúncia. A corporação também ressaltou que o caso deve ser tratado como situação isolada e não pode servir para desqualificar o esporte, descrito como um ambiente saudável, ainda que possa ser alvo de pessoas que tentam utilizar essas estruturas para praticar abusos.

Carlos Vieira Holanda já constava como foragido da Justiça, com fotografia divulgada pelas forças de segurança desde o fim de maio. Ele foi preso por volta das 6h desta segunda-feira (6/7), em sua residência.

Fuga pela laje

Na tentativa de driblar a polícia, o homem alterou a estrutura da casa, abrindo passagens consideradas estratégicas para facilitar uma eventual fuga. Quando os agentes chegaram, ele saltou para a laje do imóvel, onde havia colocado tábuas que permitiam a travessia pelos telhados vizinhos. A operação da DEPCA, porém, já tinha feito o mapeamento da área e distribuído policiais em locais-chave, o que impediu a concretização da fuga.

Um homem que estava na residência ainda tentou correr para alertar o professor sobre a chegada dos policiais, mas foi contido. A Polícia Civil informou que todas as pessoas que auxiliaram na ocultação do foragido também serão formalmente investigadas.

Encaminhado à sede da especializada, o professor exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio durante o depoimento oficial, restringindo-se a declarar informalmente aos agentes que era inocente. Indagado pelos policiais sobre a razão da fuga, caso não tivesse pendências com a Justiça, ele optou por não se manifestar.


Se você presenciar um episódio de violência contra a mulher ou for vítima de um deles, denuncie o quanto antes através do número 180, que está disponível todos os dias, em qualquer horário, seja através de ligação ou dos aplicativos WhatsApp e Telegram.

O mesmo número também atende denúncias sobre pessoas idosas, pessoas com deficiência, pessoas em restrição de liberdade, comunidade LGBT e população em situação de rua. Além de denúncias de discriminação étnica ou racial e violência contra ciganos, quilombolas, indígenas e outras comunidades tradicionais.

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