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O tabu da psicoterapia!

Interessante como os conteúdos da mitologia nos faz refletir. Quero que conheçam o mito de Quíron.



Quíron, era um centauro que, ao contrário do que se esperaria de uma criatura com corpo de cavalo e ombros e cabeça de homem, era sábio e educado. Cabia-lhe a tarefa de educar heróis nas artes da música e da medicina; outros afirmam ainda ser ele caçador e escultor (Groesbeck, 1983). Quíron era um ser diferente, por não possuir a natureza selvagem característica aos outros centauros, era também imortal.

Apesar de ser um centauro, Quíron tinha algo muito atípico. Ele fora ferido por Hércules, que o acertou com uma flecha envenenada. No entanto, esse ferimento, não era como qualquer outro que ele próprio podia curar, era uma ferida incurável, para a qual não havia remédio, portanto, nada se podia fazer para curá-lo.

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Esse ferimento é muito significativo, pois foi justamente por ter se tornado portador de um sofrimento crônico que Quíron transformou-se em um exímio curador. Levando-se em conta o destino desse curador ferido e refletindo-se sobre o significado desse seu ferimento, poder-se-ia pensar que teria sido a partir de seu próprio sofrimento, incurável, que Quíron pôde entender a dimensão do sofrimento daqueles que curava.

A insegurança, o medo e a vergonha, atingem muitas pessoas quando o assunto é: Você já pensou em procurar um psicoterapeuta/psicólogo?

A quebra deste estigma, infelizmente é dificultoso em nossa sociedade, onde o pensamento contemporâneo promete combos de felicidade e remédios milagrosos para suprir os momentos ruins e dolorosos de nossa existência. A negação não abranda a dor. Ao contrário, aguça e intensifica o sofrimento.

A Terapia é buscar junto a um profissional o cuidado e um olhar cauteloso para o seu sofrimento, livre de julgamentos independente da gravidade. Aceitar a ajuda terapêutica não é uma afirmação de loucura, tampouco de frescura, é na verdade, um grande ato de coragem para permitir-se limpar e organizar conteúdo internos em busca de uma maturidade e desenvolvimento.


A escolha do profissional precisa ser cautelosa, então vasculhe, peça referências e indicações em busca de sentir-se à vontade.
E como no mito de Quíron, você abrirá caminhos para encarar dores, feridas e a cura através da conscientização de seus conflitos de uma forma saudável e enriquecedora.

Que chata essa gente que regula o que o outro publica nas mídias sociais!

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