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Acorda: às vezes é muito esforço para pouco interesse

Antes de ler esse texto, recomendo que coloque sua música favorita e relaxe. As doses de realidade aqui apresentadas serão fortes e podem mudar a sua vida para sempre.

Sejamos realistas: nem todo mundo vale a pena. Essa é a grande verdade. Nem todo mundo vale uma noite de sábado, o tempo gasto de uma ligação ou uma roupa nova. Em contrapartida, há aqueles que valem os 600km percorridos para encontrá-lo, a música tirada no violão dedicada a ela e o Everest que você escala (e olha que não estou exagerando). O grande segredo da vida está em saber discernir entre um relacionamento em potencial e um fracasso que você insiste em chamar de amor.



Cazuza dizia isso:

Tem coisa que eu deixo passar. Não vale a pena. Tem gente que não vale a dor de cabeça. Tem coisa que não vale uma gastrite nervosa. Entende isso? Não vale. Não vale dor alguma, sacrifício algum.

Não sei se me fiz clara até aqui, mas o ponto ao qual pretendo chegar é que nós, com tanta liberdade e conhecimento, estamos permitindo que o coração tome as rédeas das nossas vidas e nos faça escravos de suas decisões. E isso é tão assustador quanto ridículo!


Talvez pela sociedade ou por pura carência, mas a verdade é que nos sujeitamos a relacionamentos abusivos, destruidores e perigosos. Eduardo Galeano, no livro “As veias abertas da América Latina”, escreveu que ““Vivemos em plena cultura da aparência: o contrato de casamento importa mais que o amor, o funeral mais que o morto, as roupas mais do que o corpo e a missa mais do que Deus.”

Antes de nos relacionarmos, deveríamos fazer alguns questionamentos que nos poupariam tempo e dor de cabeça: “o que nos faz querer tanto alguém?”, “na relação:

Há reciprocidade, respeito, sentimento?”, “ele (a) me assume?”, “eu o assumo?”, “há futuro nessa relação?”. O que parece ridículo ao ler hoje, pode ser a salvação de anos de sofrimento amanhã.

Raramente defeitos graves de personalidade e problemas no relacionamento são resolvidos, racionalmente, em meio à relação e os motivos são simples: ambos estão frágeis, cansados e feridos. Por isso, é tão importante saber discernir, antes, entre quem vale ou não a pena.


Adquirir inteligência emocional antes de se envolver é uma obrigação e não uma dádiva. É preciso entender que nem todo charme é falta de interesse, nem toda mensagem visualizada e não respondida falta de tempo e nem toda desculpa do estilo: “o problema não é você, sou eu”, é verdadeira.

Seja sábio, pese as coisas e veja quem, realmente, vale a pena ter na vida. Diferente do que te ensinaram, não são os leões os animais mais perigosos aos homens, são as borboletas no estômago.


Direitos autorais da imagem de capa: pixabay / 822640

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