Comportamento

Casal transexual não consegue registrar filho por erro em certidão e alega transfobia

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O casal registrou um BO para denunciar a transfobia. Caso aconteceu em Jaraguá do Sul (SC).



Um casal que vive no norte catarinense está passando por uma situação desconfortável depois do nascimento de seu primeiro filho.

De acordo com o G1, Derick Wolodascyk, de 24 anos, é o pai da criança, e Terra Rodrigues, 23, mãe. Derick é um homem transexual e foi quem deu à luz o filho. No entanto, na hora de fazer a certidão da criança, o hospital colocou o seu nome no campo designado para a mãe, e o nome da mãe, no espaço designado ao pai.

O nascimento aconteceu em 26 de janeiro de 2021, no Hospital e Maternidade Jaraguá. No entanto, no começo de fevereiro, os pais ainda não haviam conseguido registrar a criança por conta do erro no preenchimento do documento, que lhes estava sendo negado no cartório.


No último dia 4, eles fizeram um boletim de ocorrência para denunciar um caso de transfobia. Além disso, também foi emitido um mandado de segurança para que o documento do bebê fosse mudado e ele conseguisse ser registrado.

O hospital se manifestou dizendo que age de acordo com as instruções do Ministério Público para preencher a Declaração de Nascido Vivo (DNV). Na polícia, o caso será tratado como racismo, que foi equiparado à homofobia, em 2020.

Ana Cristina Cunha Rodrigues, advogada, representante de Derick e Terra, disse que o casal não teve “seus nomes e identidades de gênero respeitados”.

O episódio abalou o casal, que está considerando processar o hospital.


O Hospital e Maternidade Jaraguá emitiu uma nota oficial esclarecendo que “segue as exigências do manual de instruções para preenchimento da declaração, proposto pelo Ministério da Saúde”. Segundo o protocolo atual, o registro deve apresentar os dados da parturiente como mãe.

A nota ainda explicou que as equipes de maternidade e assistência social do hospital prestaram todo o atendimento à família, inclusive encaminhando os pais à promotoria do município. O hospital ainda se mostrou aberto a esclarecer as dúvidas.

O caso dividiu opiniões. Qual seu ponto de vista sobre esse caso? Acredita que houve, de fato, má intenção por parte do hospital?

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