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Como um diamante multifacetado…

Todo e qualquer processo de autoconhecimento exige, inicialmente, que se volte o olhar para si mesmo. Esta é uma das lutas mais difíceis que podemos  travar conosco mesmos pois implica, também, um encontro com nossa própria dor e a identificação das mudanças que tanto desejamos e que precisamos realizar para entender quem somos.


Faço aqui uma breve analogia com o processo de lapidação de um diamante.

O diamante é considerado um dos minerais mais resistentes do planeta; é uma das pedras preciosas mais caras do mundo por causa da sua raridade, mas ele não é indestrutível, você sabia disso? Até mesmo porque se fosse inquebrável, não seria possível lapidá-lo e transformá-lo em joia. Ele possui uma característica conhecida como “clivagem”, que determina alguns pontos fracos em sua estrutura, tornando possível a lapidação da pedra.

Penso que entender estas características do diamante e correlacioná-las com alguns aspectos da nossa própria vida, talvez seja um dos segredos para a compreensão de que somos seres únicos, especiais e raros; que podemos parecer inquebrantáveis como o diamante, mas que possuímos um “ponto de clivagem” que nos permite ser sim lapidados, melhorados e, de pedra bruta, passar a ser uma joia rara.

E, tal qual o diamante, precisamos também reconhecer que possuímos e precisamos expressar a nossa condição multifacetada, permitindo que a nossa peculiaridade seja manifestada em toda a sua grandeza.

Esta imersão no autoconhecimento pode ser uma viagem árdua, mas proporciona um encontro fabuloso, uma vez que nos permite encontrar o que há de melhor em nós mesmos.


Sempre é tempo de fazer algo realmente transformador em sua vida e se você pretende iniciar um novo ciclo de realizações, é necessário inovar, renovar, fazer diferente, lapidando suas características mais “brutas” e permitindo que o SEU brilho se manifeste em toda a sua imponência, tal qual a SUA raridade e a SUA beleza.

As mudanças são inevitáveis. Então, porque insistir em permanecer sempre o mesmo? Encontre o seu “ponto de clivagem” e permita-se passar pelo mesmo processo de lapidação que faz do diamante uma das pedras preciosas mais raras do mundo.


Sempre haverá lugar para o recomeço. Atreva-se a dar novos passos  e ouse mergulhar nas profundezas desta realidade deslumbrante e surpreendente que é viver a vida, e que está ao seu alcance.

Afinal, à medida que você evolui e promove mudanças pessoais importantes, tudo ao seu redor vai evoluir e se transformar também. Mas a maior mudança está na forma como você passa a perceber o mundo e também o seu ser e estar no mundo!

Negar a si mesmo essa transcendência é como uma borboleta se recusar a sair do casulo e permanecer sempre se arrastando como a lagarta que originalmente ela é; é permanecer sempre uma pedra bruta ao invés de transformar-se em uma joia rara.

Aliás, só se permite mudar quem possui uma convicção inquebrantável em si mesmo. Você já parou para pensar nisto?

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Direitos autorais  da imagem de capa: pixabay – StockSnap-894430





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