publicidade

Desiluda-se da fantasia que você obrigou o outro a vestir e comece e enxergá-lo como ele é.

Desiluda-se! 



Quando crianças sonhamos com um bocado de coisas. São vários desejos que criam em nós a ilusão de que tudo é possível e, dependendo da sua intensidade, iludir-nos nessa etapa da vida talvez seja necessário para garantir uma imaginação fértil e uma mente esperançosa.

Ao nos tornamos adultos, pelo menos a maior parte de nós, ainda se veste de ilusões com a profissão, relacionamentos familiares e amorosos, amizades e tudo o que nos envolve.

É sabido que quase sempre nem notamos que estamos nos iludindo em relação a algo (ou alguém), ou seja, colocando sobre aquilo expectativas irreais baseadas no que esperamos, e ainda desejamos que aconteça exatamente da maneira que acreditamos que irá nos satisfazer.

Quando estamos assim, costumamos não enxergar as coisas e pessoas exatamente como elas são, é como se um véu nos tapasse os olhos e impedisse a nossa visão de conhecer a realidade.


Amamos aquilo que imaginamos que o outro seja, esperamos do nosso trabalho ou profissão aquilo que imaginamos que ele deva nos ofertar, nos enganamos por conta própria sobre como os amigos e familiares deveriam agir conosco.

Permitir-se ser iludido é uma das formas mais eficazes de fazer o sofrimento se instalar no próprio coração.

Toda essa postura gera dor e sofrimento a partir do momento em que nos sentimos decepcionados, e pior, entendemos sempre a decepção como culpa do outro. Segundo nosso ponto de vista, é uma dor profunda que o outro causou em nós, uma ferida que se abre em nosso peito e detona tudo o que criamos em nosso mundo imaginário em fração de segundos, e sempre por algo que o outro fez ou deixou de fazer, nunca atribuímos às nossas ilusões aquilo que nos machuca.

Nós não percebemos que a ilusão foi toda por nossa conta, e que não faz sentido dizer que o outro nos iludiu, a menos que ele seja um mágico devorador de mentes. Assumir a responsabilidade das nossas decepções é doloroso, entender que ninguém – além de nós mesmos – é responsável pela ideia que criamos de um universo impossível é assustador, mas, quando assumimos as nossas responsabilidades começamos finalmente a desiludir.


A maneira como vemos as coisas e as pessoas tem a ver com a nossa identidade, com os nossos olhos e os nossos sonhos.

Eu sei que é difícil aceitar que o outro não é responsável pela nossa dor, mas confie nisso, se você quer ser feliz. Desiluda-se!

Desiludir-se antes que a própria vida faça isso é um ato revolucionário. Você transforma o chão em chão, o céu em céu e coloca todas as coisas em seus devidos lugares.

Desiluda-se daquela fantasia que você obrigou o outro a vestir e comece e enxergá-lo exatamente como ele é. Olhe para a sua vida e para sua família e seus amigos e remova as cortinas de expectativas que você colocou diante deles. Se você pretende viver com menos peso, passe a ver as coisas com mais clareza e menos exigências.

A realidade vai parecer áspera demais no início, pois nosso ego demora a aceitar a individualidade de cada ser, mas acredite, nada vai doer mais do que passar a vida culpando as pessoas pelas mentiras que você mesmo cultivou sobre a vida.

Olhar o mundo com clareza e sem ilusões não é algo ruim. Desiluda-se e tenha esperança e fé para seguir.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: Rene Asmussen from Pexels

Baixe o aplicativo do site O Segredo e acompanhe tudo de pertinho. Android ou IOS.

Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.