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Ex-cobrador de ônibus, que fala mais de dez idiomas, torna-se assessor de relações internacionais do rj

Edmilson Antonio da Silva, 44 anos, fluente em mais de dez idiomas, trabalhava como cobrador de ônibus até uma publicação de sua amiga viralizar nas redes sociais e abrir portas para ele.



A realidade, depois do término da faculdade, é totalmente diferente da esperada para muitas pessoas. Mesmo depois de investir dinheiro e dedicação, por anos, em determinado curso, com o desejo de construir uma carreira, muitos acabam trabalhando em áreas totalmente diferentes, porque não conseguem oportunidades, mesmo com o diploma na mão.

Essa foi a realidade de Edmilson Antonio da Silva, 44 anos, por algum tempo. Ele formou-se em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP), em junho de 2018, e possui currículo impressionante: fala dez idiomas estrangeiros, sendo diplomado em quatro, estudando três e conhecendo outros três.

Realmente impressionante, mas isso não o poupou da falta de oportunidades.


Ele trabalhava como cobrador de ônibus na cidade da região serrana do Rio, até que uma amiga fez uma publicação no Facebook, contando sobre a sua história e esta viralizar.

Conforme mais pessoas foram sabendo da sua realidade, muitas portas foram se abrindo. Edmilson ganhou um curso de francês, de uma escola, e no dia 15 de maio de 2019, realizou o seu grande sonho: tornou-se assessor de relações internacionais da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

“Quem vem de família pobre não pode escolher trabalho. Eu me formei e não conseguia emprego na área. Por isso, fui ser cobrador. A Bárbara, que é uma amigona minha, me viu no ônibus e tiramos uma foto para enviar a outro amigo. Quando ela desceu, ela se sentiu tão revoltada com a situação, que fez aquele desabafo”, contou Edmilson ao Meia Hora.


Edmilson tem 15 irmãos e foi criado nas escolas públicas de Petrópolis. No entanto, mesmo com as limitações, ele não desistiu de estudar e se dedicar para ter um bom futuro.

Quando mais novo, era muito interessado por japonês e teve essa língua como sua primeira especialidade.

Eu já tinha o inglês do colégio. Minha mãe era zeladora na casa da Princesa Patrícia e me trouxe um jornal do Japão. Fiz um alfabeto próprio. Eu tirei 23 letras do jornal e montei um alfabeto, tipo um código. Compreendia a informação, de forma errada. Depois, eu fiz o curso e tirei a proficiência na língua.

Além dessa língua, ele também comentou sobre as outras que domina: “Eu sou diplomado em inglês, espanhol, japonês e italiano. Depois que conheceram a minha história, eu ganhei uma bolsa para estudar francês. Além disso, faço curso de esperanto e estudo urdu, com uma amiga do Paquistão, que faz faculdade em Petrópolis. Tenho também noção de russo, árabe, chinês, coreano, alemão, grego e a língua crioula do Haiti. Essa noção eu pego com amizades que fiz.”

Edmilson chegou a viajar para o Japão depois de vencer um concurso da língua. Lá fez bastantes amizades e despertou o desejo de estudar Relações Internacionais. Depois de algum tempo de pausa, ele finalmente se formou e agora trabalha em direção à sua meta: ser embaixador.

“Minha infância foi muito difícil, perdi meu pai com 14 anos. Enfrentei muita dificuldade. Agora que consegui um bom trabalho, vou me preparar para a prova do Instituto Rio Branco (escola de diplomatas). Não tenho condições de fazer neste ano, mas no ano que vem eu vou tentar”, disse Edmilson.

Edmilson conta que enfrentou muito preconceito em sua caminhada, e que muitas oportunidades lhe foram tiradas por conta da “discriminação”.

“Uma vez, antes da faculdade, mas já falando alguns idiomas, eu botei um currículo sem foto numa pousada em Petrópolis. O dono me ligou. Quando eu cheguei, ele começou a debater linha por linha do meu currículo. Na última, ele falou que só me chamou para conhecer. Na faculdade, eu conheci um ex-genro dele que me contou tudo. Ele botou um branco que não tinha a metade da minha qualificação para trabalhar lá. Quando eu me formei, mandei currículos com foto e nunca me chamaram”, emendou.

Felizmente, ele conseguiu superar essas dificuldades e começar a construir um caminho cheio de conquistas e muito sucesso. Ele também orienta a filha de 16 anos a trilhar o mesmo caminho, e ela já está alcançando grandes resultados: “Ela fala quatro idiomas, é fluente e tem a escrita no coreano”, disse o assessor, que ainda tem esposa e uma enteada de 21 anos.

Como é bom ver exemplos de pessoas que conseguem conquistar seus objetivos, pouco a pouco, superando todas as adversidades pelo caminho.

Que mais oportunidades sejam oferecidas a grandes mentes, como Edmilson.

Compartilhe este exemplo incrível em suas redes sociais!

 

Direitos autorais das imagens utilizadas no texto: reprodução Facebook/Edmilson Antonio da Silva e Barbara Costa.

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